sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Safári na África atiça o apetite dos leões!!!


Foi pensando na sensação de medo e grande expectativa que essa imagem causaria aos leitores, que a escritora Ana Beatriz de Vasconcelos Lacerda resolveu apostar as suas fichas e compartilha-la. 

E falou comigo ao telefone dando muita risada, mas muita risada mesmo.
Claro, ela não estava enjaulada na expedição ilustrada lá pelos recantos da África do Sul.

Eu e Ana Bia temos algo em comum. A gente não curte safáris. Já chega o safári de pessoas pelo qual somos submetidos diariamente.
Deixem as girafas, os leões, tigres, macacos e outros bichanos em paz, né não?
Eu, hein!

As pessoas seguiam felizes contemplando os animais, a paisagem e tudo mais.

Batiam papo, reclamavam do calor sulafricano, exatamente como fazem os que excursionam, ou seja, “um bando de chatos admirando a vida selvagem e fazendo aquelas fotos toscas para mostrarem para suas vizinhas fofoqueiras”.

Foi o que disse a dona Elvira Lacerda, tia de Ana Bia aos risos comigo pelo skype.

E eu completei: “ – quer saber de uma coisa, dona Elvira?
Analisando essa imagem com mais afinco, concluo – torço pelos leões"!

Fico pensando no sabor desse petisco todo humano sendo destrinchado pelas mandíbulas dos esfaimados bissotes”.

O que aconteceu com o caminhão? Ah, sim, ele enguiçou mesmo. Acabou o óleo diesel, meia hora antes de o passeio ser concluído.
E bateu o desespero em todo mundo .

O guia ainda tentou usar o seu Nextel para fazer contato com a base. Inutilmente, é claro. Depois, as pessoas encurraladas na jaula do veículo tentaram usar os seus telefones móveis e para alegria dos leões, o sinal das operadoras era pífio.
Em suma, eles estavam incomunicáveis.

Como disse a tia Elvira: “- estavam fodidos e não pagos”!

Bem feito!

Reparem no rapaz ao centro da foto, agachado; o de boné preto!

Eu tenho a sensação de já ter encontrado com ele caminhando aqui pelo Parque Hotel. Ou seria correndo na orla da lagoa enquanto eu tomava vinho tinto no Marrocun, minha Nossa Senhora?

Enfim, nada disso importa!
O que importa é os leões estão doidinhos para encher a barriguinha DELES!

E se tudo deu certo no desfecho favorável aos bissotes, eles ainda palitaram os dentes com os ossos mais longos de suas presas-banquetes!

A tia Elvira, muito sapequinha, sugeriu que eu e Ana Beatriz, pensássemos em quem a gente gostaria de presentear com um passeio desse tipo lá pelas bandas da África.

Bom, eu tenho uma listinha bem recheada de “petiscos humanos” para mandar aos leões.

E vocês, leitores do Jornal O Cidadão?
Vocês gostariam de mandar alguém pra esse safári?

Pensem na vantagem: será uma passagem apenas, sem direito a hospedagem em hotéis caros; e claro, sem volta!

Bom apetite, leões!!
Safári na África atiça o apetite dos leões!!!

Foi pensando na sensação de medo e grande expectativa que essa imagem causaria aos leitores do jornal O @[100004153533432:2048:Jornal O Cidadão], que a escritora Ana Beatriz de Vasconcelos Lacerda resolveu apostar as suas fichas e compartilha-la. 

E falou comigo ao telefone dando muita risada, mas muita risada mesmo. 
Claro, ela não estava enjaulada na expedição ilustrada lá pelos recantos da África do Sul. 

Eu e Ana Bia temos algo em comum. A gente não curte safáris. Já chega o safári de pessoas pelo qual somos submetidos diariamente. 
Deixem as girafas, os leões, tigres, macacos e outros bichanos em paz, né não? 
Eu, hein!

As pessoas seguiam felizes contemplando os animais, a paisagem e tudo mais.

Batiam papo, reclamavam do calor sulafricano, exatamente como fazem os que excursionam, ou seja, “um bando de chatos admirando a vida selvagem e fazendo aquelas fotos toscas para mostrarem para suas vizinhas fofoqueiras”. 

Foi o que disse a dona Elvira Lacerda, tia de Ana Bia aos risos comigo pelo skype. 

E eu completei: “ – quer saber de uma coisa, dona Elvira? 
Analisando essa imagem com mais afinco, concluo – torço pelos leões"! 

Fico pensando no sabor desse petisco todo humano sendo destrinchado pelas mandíbulas dos esfaimados bissotes”.

O que aconteceu com o caminhão? Ah, sim, ele enguiçou mesmo. Acabou o óleo diesel, meia hora antes de o passeio ser concluído. 
E bateu o desespero em todo mundo . 

O guia ainda tentou usar o seu Nextel para fazer contato com a base. Inutilmente, é claro. Depois, as pessoas encurraladas na jaula do veículo tentaram usar os seus telefones móveis e para alegria dos leões, o sinal das operadoras era pífio. 
Em suma, eles estavam incomunicáveis. 

Como disse a tia Elvira: “- estavam fodidos e não pagos”!

Bem feito!

Reparem no rapaz ao centro da foto, agachado; o de boné preto! 

Eu tenho a sensação de já ter encontrado com ele caminhando aqui pelo Parque Hotel. Ou seria correndo na orla da lagoa enquanto eu tomava vinho tinto no Marrocun, minha Nossa Senhora? 

Enfim, nada disso importa!
O que importa é os leões estão doidinhos para encher a barriguinha DELES!

E se tudo deu certo no desfecho favorável aos bissotes, eles ainda palitaram os dentes com os ossos mais longos de suas presas-banquetes!

A tia Elvira, muito sapequinha, sugeriu que eu e Ana Beatriz, pensássemos em quem a gente gostaria de presentear com um passeio desse tipo lá pelas bandas da África. 

Bom, eu tenho uma listinha bem recheada de “petiscos humanos” para mandar aos leões. 

E vocês, leitores do Jornal O Cidadão? 
Vocês gostariam de mandar alguém pra esse safári? 

Pensem na vantagem: será uma passagem apenas, sem direito a hospedagem em hotéis caros; e claro, sem volta!

Bom apetite, leões!!

Pelo aniversário de Kaká Couto!!


O aniversário da Kaká Couto, é algo que me emociona completamente!
Eu fico lembrando de cada detalhe de nossa doce convivência! Desde aquele primeiro dia em que nos vimos, lá no Sana, na passagem de ano para 2010! Ali, foi o ponto de partida para uma amizade cada dia mais forte e sólida!

A consistência do nosso afeto, recíproco, é algo que se materializa em cada gesto, quando emanamos a melhor energia, um pro outro, não importando em que parte do planeta estejamos!

Foi assim na época de Paris! A gente matava a saudade em longas conversas pela internet e também pelo telefone, em algumas ótimas vezes!

Como esquecer Santa Teresa?
O nosso refúgio, nossa toca, nosso universo particular!

A comemoração na chácara, a gente super loucos, ouvindo a Kaka declamar Carlos Drummond de Andrade, trôpega, mas inundada de poesia é algo que me diverte! Arranca sorrisos gostosos toda vez que me lembro!

Nossas noites lá em casa, aquele casarão oco, que provocava ecos mediante o frescor de nossas conversas, madrugada a dentro!
O telefone que tocava as cinco da manhã, deixando a gente irritados!
Às vezes que ligamos pros outros, às seis da manhã, gritando:
- não, é coração?

Danielle Barreto, várias vezes, quis dar nas nossas caras por causa do barulheiro e da gritaria, enquanto ela pretendia tirar a sua sagrada SONECA!

As comilanças, os filmes assistidos, os debates promovidos e esmiuçados com afinco e delicadeza!

Os nossos passeios, nossos porres, nossos escândalos! Aprontamos bafões memoráveis!
Ai que finesse!

Quantas vezes perambulamos notívagos pelas desertas ruas de Santa Teresa, aquela hora, meu Deus?

E o aconchego que reunimos em cada vez que dormimos juntos, porém, antes, na penumbra, trocávamos valorosos dedos de prosa, até que o primeiro dormisse e viajasse pelo mundo de Morpheu!

Eu desejo pra essa moleca serelepe, tudo o que houver de melhor e mais bonito! As bençãos infinitas de Deus, no cotidiano de aventuras por onde caminhares!

E que a gente sempre se encontre, jamais se perca nos becos do mundão gigante que espreita lá fora!

O amor que eu sinto pela Kaka, é pedra que não gasta, é rio que não cansa e esbarra de correr, até chegar às franjas do mar!!!

Feliz Aniversário, bissota!
♥
Pelo aniversário de Kaká Couto!!!!!!!

O aniversário da Kaká Couto, é algo que me emociona completamente! 
Eu fico lembrando de cada detalhe de nossa doce convivência! Desde aquele primeiro dia em que nos vimos, lá no Sana, na passagem de ano para 2010! Ali, foi o ponto de partida para uma amizade cada dia mais forte e sólida!

A consistência do nosso afeto, recíproco, é algo que se materializa em cada gesto, quando emanamos a melhor energia, um pro outro, não importando em que parte do planeta estejamos!

Foi assim na época de Paris! A gente matava a saudade em longas conversas pela internet e também pelo telefone, em algumas ótimas vezes!

Como esquecer Santa Teresa? 
O nosso refúgio, nossa toca, nosso universo particular!
 
A comemoração na chácara, a gente super loucos, ouvindo a Kaka declamar Carlos Drummond de Andrade, trôpega, mas inundada de poesia é algo que me diverte! Arranca sorrisos gostosos toda vez que me lembro!

Nossas noites lá em casa, aquele casarão oco, que provocava ecos mediante o frescor de nossas conversas, madrugada a dentro! 
O telefone que tocava as cinco da manhã, deixando a gente irritados! 
Às vezes que ligamos pros outros, às seis da manhã, gritando: 
- não, é coração?

Danielle Barreto, várias vezes, quis dar nas nossas caras por causa do barulheiro e da gritaria, enquanto ela pretendia tirar a sua sagrada SONECA!

As comilanças, os filmes assistidos, os debates promovidos e esmiuçados com afinco e delicadeza!
 
Os nossos passeios, nossos porres, nossos escândalos! Aprontamos bafões memoráveis! 
Ai que finesse!

Quantas vezes perambulamos notívagos pelas desertas ruas de Santa Teresa, aquela hora, meu Deus?

E o aconchego que reunimos em cada vez que dormimos juntos, porém, antes, na penumbra, trocávamos valorosos dedos de prosa, até que o primeiro dormisse e viajasse pelo mundo de Morpheu!

Eu desejo pra essa moleca serelepe, tudo o que houver de melhor e mais bonito! As bençãos infinitas de Deus, no cotidiano de aventuras por onde caminhares!

E que a gente sempre se encontre, jamais se perca nos becos do mundão gigante que espreita lá fora!

O amor que eu sinto pela Kaka, é pedra que não gasta, é rio que não cansa e esbarra de correr, até chegar às franjas do mar!!!

Feliz Aniversário, bissota!
♥

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Mahmoud Al Shared - o namorado iraniano de Luíza Sampaio!


E se você estava achando que os recitais de piano mal tocados, era tudo o que Luiza Sampaio aprontaria em sua estadia por Araruama, enganou-se totalmente!

A produtora de arte, que mora em Paris, mas veio passar uma temporada no Brasil, tem aprontado poucas e ótimas, para deleite dos amigos, apreensão dos familiares e desespero dos vizinhos.

O motivo da estadia de Luíza Sampaio em Araruama ter sido prorrogada é assunto delicado, de foro íntimo: a separação litigiosa de seus pais, Arnaldo e Vera!

Dona Vera exige pelo menos U$$ 30 milhões pela partilha dos bens. Seu Arnaldo acha que essa conta não bate e, assim, coube a Luíza promover seus recitais de piano todas as quintas e sábados, regados a champanhe francês e muita, mas muita balbúrdia!

Outro dia mesmo, a festa no apartamento de Luíza virou caso de polícia!
Os vizinhos alegaram que são festas muito barulhentas, os convidados ficam bêbados, falam alto, discutem, cantarolam, atiram copos contra a parede, enfim, uma perturbação ao silêncio noturno de todos ao redor.

E Luíza não tem dado a menor pelota para essas reclamações todas.
Outro dia, ela enfrentou dona Clotilde no elevador social e a chamou de bruaca!

O porteiro caguetou para a síndica que Luíza recebeu o entregador de pizza enquanto fazia topless. Ela deu uma resposta à altura:

" - os peitos são meus e eu mostro pra quem eu bem entender! Menos pro Senhor, é claro, seu velho tarado"!

O namoro com o francês Jean Pierre Straus esfriou; não provoca mais nenhum calafrio em Luíza. Com isso, seus dias tem se arrastado entre o tédio, a monotonia da rotina e suas festas ruidosas, no entanto, até mesmo essas festas tão apreciadas outrora pelos convivas, já não rendem tanta euforia e nem tampouco tem despertado sensações proibidas a seus frequentadores.

Resumindo: Araruama tem sido uma pasmaceira só!

E Luíza não é do tipo que se contenta com coisinha pouca! Visto isso, resolveu que precisava passar uns dias na capital carioca.
E lá se foi!
Ligou pra meia dúzia de amigos, comunicou que daria uma festa na cobertura da família, em Ipanema, e que não aceitaria desculpas de nenhum tipo, caso algum dos seus seguidores não quisesse farrear.

Seu Arnaldo não usa mais a cobertura da Vieira Souto.
Desde que se separou de dona Vera, o patriarca dos Sampaio se mudou pruma mansão num condomínio de luxo na Barra da Tijuca e tem vivido uma constante lua de mel com Déborah, sua ninfeta siliconada, apelido este de autoria da impulsiva Luíza.

Enfim, trata-se duma relação familiar extremamente delicada.

Sexta passada, lá pelas tantas, Luíza estava completamente chapada de champanhe e de fumo artesanal, quando resolveu dar uns bordejos pelos barzinhos da Lapa.

Carol, Vítor, Marcelo e Diana, amigos de Luíza, estavam distraídos com a apresentação duma banda de Maracatu em pleno Arcos da Lapa, quando perceberam sua ausência. Ligaram no celular e nada. Procuraram à amiga e pelos arredores do Circo Voador e não obtiveram sucesso.
Só reencontraram-na lá pelas três e meia da manhã, completamente fora de si e enroscada num ‘rapaz exótico’; definiu Carol.

Luíza estava simplesmente nas nuvens! O motivo de toda essa alegria e frenesi; era um barbudo misterioso com quem passara a noite inteira trocando beijos molhados e ardentes: o iraniano Mahmoud Al Shared!

Detalhe: o cara não falava uma palavra em português, seu inglês era pífio e ambos se comunicavam basicamente num dialeto gestual.
Luiza estava eufórica com a sua prenda debaixo do braço, trôpega, vagando de um lado pro outro. Perguntada a respeito de como abordara Mahmoud Al Shared, respondeu debochada:

‘- o amor é uma língua universal’!

A relação progrediu rapidamente e os dois não se desgrudaram mais. Pareciam feitos sob medida! Tanto, que uma semana depois, Luíza telefonou para a família em Araruama, e avisou que retornaria em grande estilo e que todos se surpreenderiam com a tal da boa nova!

Dona Hercila Sampaio, avó de Luíza, é muito amiga de Clotilde, a vizinha do prédio de Araruama, certo? As duas passam os fins de semana, entocadas num cassino clandestino em Búzios, gastando rios de dinheiro na roleta.
Chocada com o novo namorado da neta, foi categórica ao recriminar com veemência a relação dos pombinhos:

" - isso é um descabimento, Luíza! Com tanto homem bom aqui na cidade, você vai se enrabichar justamente por um terrorista do Irã? Clotilde está apavorada, disse que sua frio, toda às vezes em que topa com Mahmoud no elevador ou pelos corredores"!

Luíza acendeu um cigarro, espocou um champanhe, encheu sua taça e com um sorriso discreto de canto de boca, bombardeou:

“ - eu acho uma ótima ideia, vó, que essa velha xexelenta tenha, de fato, muito medo do Mahmoud, sabe por quê? Se ela me irritar um milímetro que seja, eu não vou mexer um dedo sequer para impedir que o apartamento dela sofra algum tipo de 'acidente', se é que a Senhora me entende”!

Dona Hercila ficou a sós com Mahmoud na sala de estar, enquanto Vera se banhava. Aflita, roía as unhas e andava de um lado pro outro, enquanto o iraniano a ENCARAVA sem pestanejar.
Essa inquietude de dona Hercila serviu para que Mahmoud ficasse ainda mais focado em seus movimentos.
Os iranianos têm o hábito de analisar as expressões dos outros, que é pra se certificarem de que estão em segurança. E os estalos do salto agulha de dona Hercila contra o piso, deixaram Mahmoud levemente irritado. Mesmo sem uma comunicação compreensível, ele se levantou, caminhou em direção à janela e fez um gesto brusco, dando a entender que preferia dona Hercila sentada.

Desesperada, ela deixou escapar um berro: “- valha-me Nossa Senhora”!

Luíza apareceu com um cigarro entre os dedos, duas taças cheias na mão, beijou Mahmoud Al Shared com sofreguidão e ao reparar que dona Hercila estava esbugalhada de medo, atirada num canto qualquer, gargalhou e fez daquilo uma boa caçoada:

“- deixa de ser medrosa, vó, tome uma taça de champanhe com a gente, vai”?

Durante um jantar, Luíza deu uma piscadela de olho pra Diana, sinalizando que contaria algumas anedotas descontraídas sobre o andamento de seu namoro com Mahmoud.
E começou dizendo que o namorado era formidável na hora do sexo, provocando em dona Hercila, um ataque súbito de tosse!

Percebendo o desconforto da velha, dona Vera pediu que Luíza fosse menos explícita à mesa.

Safada, Diana provocou:

“ – como é mesmo o apelidinho íntimo do Mahmoud, amiga”?

E a resposta veio feito um corisco: “ – pista de aeroporto, queridinha”!

Aí foi dona Vera quem comeu mosca, quero dizer, não entendeu nada.
Então, com um gesto manual, Luiza exemplificou que se referia à extensão protuberante da ferramenta sexual do rapaz.
Dessa vez, foi dona Hercila quem deu uma gargalhada enquanto se abanava com o leque:

“ – agora tá explicado o motivo dessa paixão louca de minha neta por esse homem bomba, gente”!

As palavras ‘bomb’ e ‘danger’ foram repetidas várias vezes por Mahmoud durante as tentativas de comunicação à mesa.
Luíza Sampaio narrou cuidadosamente à série de atentados promovidos pelo seu amado, em solo iraniano, causando estupefação e revolta aos presentes.

Mahmoud Al Shared se tornou um dos terroristas mais temidos do Irã por causa de sua frieza e precisão infalível na hora de executar suas carnificinas coletivas.
Os negócios de família são a principal motivação para que os iranianos mandem pelos ares: as casas, palácios, tocas, cavernas, carros, iates; tudo isso, é claro, com seus inimigos lá dentro.

Luíza Sampaio parecia ainda mais divertida intermediando os relatos.
Dona Vera estava completamente ‘engessada’, tamanha era a sua incredulidade mediante as revelações bombásticas, literalmente.

E veio a pior parte: Mahmoud Al Shared está refugiado no Brasil, enquanto os seus familiares se exilaram na Suíça, porque a cerca de dois meses, eles executaram um ataque desastroso num vilarejo residencial em Abadan no Irã.

A emboscada foi planejada com o intuito de liquidar a família de um diplomata que pertencia a uma organização adversária. Foram espalhadas dinamites por todos os espaços. Na hora programada para a detonação, algo deu muito errado!

Um fio desencapado acelerou o processo do bombardeio e o vilarejo foi pelos ares bem antes do previsto. Morreram cerca de quinhentas pessoas, dentre elas, uma comitiva de freiras beneditinas que excursionavam pela região em missão de paz!

Dona Hercila estava uma fera. Levantou-se da mesa, ergueu o dedo indicador na direção do terrorista e disse uma série de palavrões horrorosos.
Por sua vez, Mahmoud revidou a gritaria.
Ambos berraram por cerca de meia hora, enquanto as outras pessoas ficaram encolhidas no canto da sala, completamente apavoradas!

Imagine a cena: um iraniano e uma brasileira trocando insultos em suas línguas nativas, sem que nem um, nem outro, compreendessem absolutamente uma palavra sequer do que diziam.

Luíza parecia não querer saber de mais nada!
Enquanto os dois se atacavam verbalmente, ela abriu outra garrafa de champanhe e ficou recostada a uma pilastra, sorvendo cada gotinha, apreciando a GRITARIA como se estivesse numa ópera.

Fiquei pensando com os meus botões.
Será que essa façanha sobre os bombardeios, narrada por Luíza Sampaio é, de fato, verídica ou ela inventou essa história toda pra se divertir e dar um bom susto em seus familiares, hein?
Mahmoud Al Shared  - o namorado iraniano de Luíza Sampaio!

E se você estava achando que os recitais de piano mal tocados, era tudo o que Luiza Sampaio aprontaria em sua estadia por Araruama, enganou-se totalmente! 

A produtora de arte, que mora em Paris, mas veio passar uma temporada no Brasil, tem aprontado poucas e ótimas, para deleite dos amigos, apreensão dos familiares e desespero dos vizinhos.

O motivo da estadia de Luíza Sampaio em Araruama ter sido prorrogada é assunto delicado, de foro íntimo: a separação litigiosa de seus pais, Arnaldo e Vera! 

Dona Vera exige pelo menos U$$ 30 milhões pela partilha dos bens. Seu Arnaldo acha que essa conta não bate e, assim, coube a Luíza promover seus recitais de piano todas as quintas e sábados, regados a champanhe francês e muita, mas muita balbúrdia! 

Outro dia mesmo, a festa no apartamento de Luíza virou caso de polícia! 
Os vizinhos alegaram que são festas muito barulhentas, os convidados ficam bêbados, falam alto, discutem, cantarolam, atiram copos contra a parede, enfim, uma perturbação ao silêncio noturno de todos ao redor. 

E Luíza não tem dado a menor pelota para essas reclamações todas. 
Outro dia, ela enfrentou dona Clotilde no elevador social e a chamou de bruaca! 

O porteiro caguetou para a síndica que Luíza recebeu o entregador de pizza enquanto fazia topless.  Ela deu uma resposta à altura: 

" - os peitos são meus e eu mostro pra quem eu bem entender! Menos pro Senhor, é claro, seu velho tarado"!

O namoro com o francês Jean Pierre Straus esfriou; não provoca mais nenhum calafrio em Luíza. Com isso, seus dias tem se arrastado entre o tédio, a monotonia da rotina e suas festas ruidosas, no entanto, até mesmo essas festas tão apreciadas outrora pelos convivas, já não rendem tanta euforia e nem tampouco tem despertado sensações proibidas a seus frequentadores. 

Resumindo: Araruama tem sido uma pasmaceira só!
 
E Luíza não é do tipo que se contenta com coisinha pouca! Visto isso, resolveu que precisava passar uns dias na capital carioca. 
E lá se foi! 
Ligou pra meia dúzia de amigos, comunicou que daria uma festa na cobertura da família, em Ipanema, e que não aceitaria desculpas de nenhum tipo, caso algum dos seus seguidores não quisesse farrear.

Seu Arnaldo não usa mais a cobertura da Vieira Souto. 
Desde que se separou de dona Vera, o patriarca dos Sampaio se mudou pruma mansão num condomínio de luxo na Barra da Tijuca e tem vivido uma constante lua de mel com Déborah, sua ninfeta siliconada, apelido este de autoria da impulsiva Luíza. 

Enfim, trata-se duma relação familiar extremamente delicada.
 
Sexta passada, lá pelas tantas, Luíza estava completamente chapada de champanhe e de fumo artesanal, quando resolveu dar uns bordejos pelos barzinhos da Lapa.

Carol, Vítor, Marcelo e Diana, amigos de Luíza, estavam distraídos com a apresentação duma banda de Maracatu em pleno Arcos da Lapa, quando perceberam sua ausência. Ligaram no celular e nada. Procuraram à amiga e pelos arredores do Circo Voador e não obtiveram sucesso. 
Só reencontraram-na lá pelas três e meia da manhã, completamente fora de si e enroscada num ‘rapaz exótico’; definiu Carol.

Luíza estava simplesmente nas nuvens! O motivo de toda essa alegria e frenesi; era um barbudo misterioso com quem passara a noite inteira trocando beijos molhados e ardentes: o iraniano Mahmoud Al Shared!

Detalhe: o cara não falava uma palavra em português, seu inglês era pífio e ambos se comunicavam basicamente num dialeto gestual. 
Luiza estava eufórica com a sua prenda debaixo do braço, trôpega, vagando de um lado pro outro. Perguntada a respeito de como abordara Mahmoud Al Shared, respondeu debochada: 

‘- o amor é uma língua universal’!

A relação progrediu rapidamente e os dois não se desgrudaram mais. Pareciam feitos sob medida! Tanto, que uma semana depois, Luíza telefonou para a família em Araruama, e avisou que retornaria em grande estilo e que todos se surpreenderiam com a tal da boa nova!

Dona Hercila Sampaio, avó de Luíza, é muito amiga de Clotilde, a vizinha do prédio de Araruama, certo? As duas passam os fins de semana, entocadas num cassino clandestino em Búzios, gastando rios de dinheiro na roleta. 
Chocada com o novo namorado da neta, foi categórica ao recriminar com veemência a relação dos pombinhos:

" - isso é um descabimento, Luíza! Com tanto homem bom aqui na cidade, você vai se enrabichar justamente por um terrorista do Irã? Clotilde está apavorada, disse que sua frio, toda às vezes em que topa com Mahmoud no elevador ou pelos corredores"!

Luíza acendeu um cigarro, espocou um champanhe, encheu sua taça e com um sorriso discreto de canto de boca, bombardeou:

“ - eu acho uma ótima ideia, vó, que essa velha xexelenta tenha, de fato, muito medo do Mahmoud, sabe por quê? Se ela me irritar um milímetro que seja, eu não vou mexer um dedo sequer para impedir que o apartamento dela sofra algum tipo de 'acidente', se é que a Senhora me entende”!

Dona Hercila ficou a sós com Mahmoud  na sala de estar, enquanto Vera se banhava. Aflita, roía as unhas e andava de um lado pro outro, enquanto o iraniano a ENCARAVA sem pestanejar. 
Essa inquietude de dona Hercila serviu para que Mahmoud ficasse ainda mais focado em seus movimentos. 
Os iranianos têm o hábito de analisar as expressões dos outros, que é pra se certificarem de que estão em segurança. E os estalos do salto agulha de dona Hercila contra o piso, deixaram Mahmoud levemente irritado. Mesmo sem uma comunicação compreensível, ele se levantou, caminhou em direção à janela e fez um gesto brusco, dando a entender que preferia dona Hercila sentada.
 
Desesperada, ela deixou escapar um berro:  “- valha-me Nossa Senhora”!

Luíza apareceu com um cigarro entre os dedos, duas taças cheias na mão, beijou Mahmoud Al Shared com sofreguidão e ao reparar que dona Hercila estava esbugalhada de medo, atirada num canto qualquer, gargalhou e fez daquilo uma boa caçoada:

“- deixa de ser medrosa, vó, tome uma taça de champanhe com a gente, vai”?

Durante um jantar, Luíza deu uma piscadela de olho pra Diana, sinalizando que contaria algumas anedotas descontraídas sobre o andamento de seu namoro com Mahmoud. 
E começou dizendo que o namorado era formidável na hora do sexo, provocando em dona Hercila, um ataque súbito de tosse! 

Percebendo o desconforto da velha, dona Vera pediu que Luíza fosse menos explícita à mesa. 

Safada, Diana provocou:

“ – como é mesmo o apelidinho íntimo do Mahmoud, amiga”?

E a resposta veio feito um corisco: “ – pista de aeroporto, queridinha”!

Aí foi dona Vera quem comeu mosca, quero dizer, não entendeu nada. 
Então, com um gesto manual, Luiza exemplificou que se referia à extensão protuberante da ferramenta sexual do rapaz. 
Dessa vez, foi dona Hercila quem deu uma gargalhada enquanto se abanava com o leque: 

“ – agora tá explicado o motivo dessa paixão louca de minha neta por esse homem bomba, gente”!

As palavras ‘bomb’ e ‘danger’ foram repetidas várias vezes por Mahmoud durante as tentativas de comunicação à mesa. 
Luíza Sampaio narrou cuidadosamente à série de atentados promovidos pelo seu amado, em solo iraniano, causando estupefação e revolta aos presentes.

Mahmoud Al Shared se tornou um dos terroristas mais temidos do Irã por causa de sua frieza e precisão infalível na hora de executar suas carnificinas coletivas. 
Os negócios de família são a principal motivação para que os iranianos mandem pelos ares: as casas, palácios, tocas, cavernas, carros, iates; tudo isso, é claro, com seus inimigos lá dentro.

Luíza Sampaio parecia ainda mais divertida intermediando os relatos. 
Dona Vera estava completamente ‘engessada’, tamanha era a sua incredulidade mediante as revelações bombásticas, literalmente.

E veio a pior parte: Mahmoud Al Shared está refugiado no Brasil, enquanto os seus familiares se exilaram na Suíça, porque a cerca de dois meses, eles executaram um ataque desastroso num vilarejo residencial em Abadan no Irã. 

A emboscada foi planejada com o intuito de liquidar a família de um diplomata que pertencia a uma organização adversária. Foram espalhadas dinamites por todos os espaços. Na hora programada para a detonação, algo deu muito errado!
 
Um fio desencapado acelerou o processo do bombardeio e o vilarejo foi pelos ares bem antes do previsto. Morreram cerca de quinhentas pessoas, dentre elas, uma comitiva de freiras beneditinas que excursionavam pela região em missão de paz!

Dona Hercila estava uma fera. Levantou-se da mesa, ergueu o dedo indicador na direção do terrorista e disse uma série de palavrões horrorosos. 
Por sua vez, Mahmoud revidou a gritaria. 
Ambos berraram por cerca de meia hora, enquanto as outras pessoas ficaram encolhidas no canto da sala, completamente apavoradas! 

Imagine a cena, queridos leitores do espaço Fala Cidadão: 

um iraniano e uma brasileira trocando insultos em suas línguas nativas, sem que nem um, nem outro, compreendesse absolutamente uma palavra sequer do que diziam.

Luíza parecia não querer saber de mais nada! 
Enquanto os dois se atacavam verbalmente, ela abriu outra garrafa de champanhe e ficou recostada a uma pilastra, sorvendo cada gotinha, apreciando a GRITARIA como se estivesse numa ópera.

Fiquei pensando com os meus botões. 
Será que essa façanha sobre os bombardeios, narrada por Luíza Sampaio é, de fato, verídica ou ela inventou essa história toda pra se divertir e dar um bom susto em seus familiares, hein?

Dona Dedé tem cada uma!


Ontem, dia 25 de julho, foi comemorado o dia do escritor! Um dia para se fazer e receber homenagens.

E nesse clima literário, fui a Praia Seca bater um papo com uma figura sensacional chamada Deodete Fialho de Barros, moradora de Copacabana, mas que a vida toda teve casa aqui na cidade.

Dona Dedé simplesmente ama Araruama!

A entrevista estava agendada pra sábado, mas ela me ligou desmarcando porque ia jogar tranca com umas amigas, beber caipirinhas e comer sardinhas na brasa e, por isso, não seria possível conversar direito comigo, a não ser, é claro, ela fez questão de ressaltar, que eu fosse bom de tranca e tivesse disposição pra jogar “a vera”!
Ela aposta a dinheiro e sempre ganha!

Fiquei sabendo que as amigas voltaram pra casa, lisas, no sábado.
Dona Dedé ganhou uns R$ 5 mil.

Dona Deodete chegou bem disposta e já foi logo me dizendo:

"- tenho 80 anos, meu filho! Não tem nada que você ainda não imagine que eu não tenha feito! Eu nasci em 15 de maio de 1932, faz as contas"?

Pediu pra ser chamada apenas de dona Dedé. Deodete seria formal demais pruma conversa as 11 da manhã. Então, eu pedi que ela me chamasse apenas por Will e selamos assim, uma bonita amizade!

E foi logo indagando:" - quer tomar alguma coisa, menino"?

Eu pedi água de coco. E veio a réplica:

"- nossa, água de coco é bebida de donzela! Vai ficar apenas nisso? Eu sempre soube que os escritores eram boêmios"!

Argumentei que era muito cedo e que estava ali a trabalho, mas ela me pediu que ficasse bem a vontade. Então, pedi whisky.

E ouvi de dona Dedé:

" - Nice, minha filha, traz aquela garrafa de whisky e deixa aqui na mesa pro Sr. Will. Não quero saber de ninguém conversando comigo de “bico seco”!

Falamos primeiro de Jorge Amado. Dona Dedé conheceu Jorge e Zélia Gattai.
Sim, por anos a fio, dona Dedé ia pra Bahia a cada seis meses. Ela frequentava o terreiro de Mãe Menininha do Gantois.
Foi lá que conheceu muita gente famosa e "cheia dos requintes"; como fez questão de destacar.

Sobre Jorge Amado e Zélia, me disse que eles eram amáveis e apaixonados pela vida. O assunto se deu por causa da releitura de “Gabriela” para a tv.
Dona Dedé estava furiosa com a cena em que a mocinha era desprezada por todos, depois de ter cedido os prazeres da carne antes do casamento ao noivo sacripanta.

Deixei escapar que não dou importância a esse culto todo em torno da virgindade. E ouvi dela, com voz mansa a seguinte explicação:

"Sr. Will, no meu tempo, não tinha esse negócio de 'dar'. Se perdesse a virgindade desse modo dava até morte. As mocinhas ficavam todas desonradas! Eu casei moça! E não casasse pra ver, se Papai não me matava? Eu lembro que uma vez, eu mostrei o joelho pra Oswaldo, faltava seis meses pra gente se casar. Papai me deu uma sova de cacete que por pouco não morri. Depois disso, ainda fui posta numa banheira cheia de água salgada"!

Eu estava consternado, olhando fixo pra ela. Podia ver o brilho das lembranças iluminando aquele rosto.

E ela tratou de disfarçar:

"- e esse copo vazio? Trate de botar whisky aí, seu moço"!

Dona Dedé disse que eu parecia com João Marcelo, um 'don Juan' que ela conheceu no final dos anos 40.

" - coincidência"! (eu gritei)
"Esse é justamente o nome do meu alter ego"!

Bebemos juntos um cowboy duplo pra comemorar essa entusiástica passagem de nossa prosa.

Rimos muito.

Dona Dedé me disse que admira muito as pessoas que sabem usar de bom grado a imaginação. Falou ainda que não tem medo de nada, nem de morrer. Disse que já viu e viveu tudo. E que se sente saciada pelas alegrias e resignada pelas dores de outrora, mas que é uma sobrevivente.

Hoje em dia, não abre mão duma boa jogatina. Se pudesse, cochichou em meu ouvido, ia morar num navio cassino de luxo.

O tempo passou depressa! Era quatro da tarde e eu tinha que vir embora.

Eu não sabia mais em que botão apertava pra desligar o lap top!
A garrafa de whisky estava mais seca que a paisagem desértica do Atacama, no Chile.

(Sic)!
Dona Dedé tem cada uma!

Ontem, dia 25 de julho, foi comemorado o dia do escritor! Um dia para se fazer e receber homenagens.

E nesse clima literário, fui a Praia Seca bater um papo com uma figura sensacional chamada Deodete Fialho de Barros, moradora de Copacabana, mas que a vida toda teve casa aqui na cidade.
 
Dona Dedé simplesmente ama Araruama!

A entrevista estava agendada pra sábado, mas ela me ligou desmarcando porque ia jogar tranca com umas amigas, beber caipirinhas e comer sardinhas na brasa e, por isso, não seria possível conversar direito comigo, a não ser, é claro, ela fez questão de ressaltar, que eu fosse bom de tranca e tivesse disposição pra jogar “a vera”!
Ela aposta a dinheiro e sempre ganha!

Fiquei sabendo que as amigas voltaram pra casa, lisas, no sábado. 
Dona Dedé ganhou uns R$ 5 mil.

Dona Deodete chegou bem disposta e já foi logo me dizendo:

"- tenho 80 anos, meu filho! Não tem nada que você ainda não imagine que eu não tenha feito! Eu nasci em 15 de maio de 1932, faz as contas"? 

Pediu pra ser chamada apenas de dona Dedé. Deodete seria formal demais pruma conversa as 11 da manhã. Então, eu pedi que ela me chamasse apenas por Will e selamos assim, uma bonita amizade!

E foi logo indagando:" - quer tomar alguma coisa, menino"?

Eu pedi água de coco. E veio a réplica:

"- nossa, água de coco é bebida de donzela! Vai ficar apenas nisso?  Eu sempre soube que os escritores eram boêmios"! 

Argumentei que era muito cedo e que estava ali a trabalho, mas ela me pediu que ficasse bem a vontade. Então, pedi whisky.

E ouvi de dona Dedé:

" - Nice, minha filha, traz aquela garrafa de whisky e deixa aqui na mesa pro Sr. Will. Não quero saber de ninguém conversando comigo de “bico seco”!

Falamos primeiro de Jorge Amado. Dona Dedé conheceu Jorge e Zélia Gattai. 
Sim, por anos a fio, dona Dedé ia pra Bahia a cada seis meses. Ela frequentava o terreiro de Mãe Menininha do Gantois. 
Foi lá que conheceu muita gente famosa e "cheia dos requintes"; como fez questão de destacar. 

Sobre Jorge Amado e Zélia, me disse que eles eram amáveis e apaixonados pela vida. O assunto se deu por causa da releitura de “Gabriela” para a tv. 
Dona Dedé estava furiosa com a cena em que a mocinha era desprezada por todos, depois de ter cedido os prazeres da carne antes do casamento ao noivo sacripanta.

Deixei escapar que não dou importância a esse culto todo em torno da virgindade. E ouvi dela, com voz mansa a seguinte explicação:

"Sr. Will, no meu tempo, não tinha esse negócio de 'dar'. Se perdesse a virgindade desse modo dava até morte. As mocinhas ficavam todas desonradas! Eu casei moça! E não casasse pra ver, se Papai não me matava? Eu lembro que uma vez, eu mostrei o joelho pra Oswaldo, faltava seis meses pra gente se casar. Papai me deu uma sova de cacete que por pouco não morri. Depois disso, ainda fui posta numa banheira cheia de água salgada"!

Eu estava consternado, olhando fixo pra ela. Podia ver o brilho das lembranças iluminando aquele rosto.

E ela tratou de disfarçar:

"- e esse copo vazio? Trate de botar whisky aí, seu moço"!

Dona Dedé disse que eu parecia com João Marcelo, um 'don Juan' que ela conheceu no final dos anos 40. 

" - coincidência"! (eu gritei)
"Esse é justamente o nome do meu alter ego"!

Bebemos juntos um cowboy duplo pra comemorar essa entusiástica passagem de nossa prosa.

Rimos muito. 

Dona Dedé me disse que admira muito as pessoas que sabem usar de bom grado a imaginação. Falou ainda que não tem medo de nada, nem de morrer. Disse que já viu e viveu tudo. E que se sente saciada pelas alegrias e resignada pelas dores de outrora, mas que é uma sobrevivente. 

Hoje em dia, não abre mão duma boa jogatina. Se pudesse, cochichou em meu ouvido, ia morar num navio cassino de luxo.

O tempo passou depressa! Era quatro da tarde e eu tinha que vir embora. 

Eu não sabia mais em que botão apertava pra desligar o lap top!
A garrafa de whisky estava mais seca que a paisagem desértica do Atacama, no Chile.

(Sic)!

Confraria de Nêga João anuncia: a Bruxa Magoda vem aí!!!


Você deve estar se perguntando: “ – que título é esse”? 
“Quem é Nêga João e, por que, essa foto traduz uma confraria das ditas cujas”?

Tá certo, eu explico direitinho, ok?

É que na semana que vem será comemorado no mundo todo, o Dia das Bruxas!
Sim, é uma comemoração que surgiu entre o povo celta, mas que ao longo das décadas foi cativando adeptos em diversos outros lugares. E a sua maior representatividade se dá nos Estados Unidos.

Convenhamos: o dia das Bruxas é simplesmente sensacional, né mesmo?

Pois é! Mas o que esses urubus têm a ver com isso? Vamos lá!

Não se trata de simplórios urubus, Senhoras e Senhores! Trata-se de Nêga João, ou melhor, Nêgas Joões. E para quem não conhece essas belezuras e nem tampouco suas histórias, deixo claro que estou me referindo às primas do Louro José.

Isso mesmo, o papagaio falante que acompanha a apresentadora Ana Maria Braga na televisão, tem um parentesco bastante diversificado.
E isso é ótimo, porque não dá ênfase a nenhum tipo de discriminação.

Sendo sincero: eu tenho uma simpatia incrível pelos urubus! Acho essas aves simplesmente fascinantes! E livres!

Pense só: você já ouviu dizer que alguém quer domesticar um urubu? Não!
Ninguém enche o saco dos bissotes! Eles seguem por aí voando em revoadas, devorando as suas iguarias típicas, limpando o mundo de tudo aquilo que pra nós, não passa de carniças putrefatas!

Já papagaio, não! Os papagaios não deram a mesma sorte! Vivem sendo perseguidos por tudo o que é canto.
O Louro José só não foi parar no “mercado negro”, porque a Globo viu nele um grande trunfo comercial. Mas isso é outra história!

Dá-se o caso, que nos lugares longínquos, uma grande presepada acontece nesses tempos mais assombrosos: Sexta Feira 13, dia das bruxas e afins e, assim, coisas totalmente inusitadas acontecem!

Num vilarejo aqui perto, testemunhas relataram que a bruxa tem andado solta à revelia! E não se trata duma bruxa qualquer, e sim, da bruxa Magoda!

A bruxa Magoda é perversa, travessa e maquiavélica! E pra semana que vem, ela promete se superar! Vai atacar as criancinhas pirracentas dos lugares sem titubear, sem ao menos aliviar na dose de maldades!

E não vai ter sequer tempo para a tradicional pergunta: doces ou travessuras?

A bruxa Magoda vai barbarizar, pôr tudo a baixo, e depois, bem, certamente não vai sobrar nada! Mas a feiticeira infalível não estará sozinha nessa empreitada, isso eu te garanto!

Bibito, um bode preto xexelento, fiel escudeiro da bruxa é quem dará a cartas nessa tarefa totalmente mirabolante. Eu tenho pavor desse danado!

Bibito representa o azar em sua máxima potência. Aonde Bibito bota a cara, tem uruca garantida! E não se trata duma uruquinha coisa pouca! É uruca braba mesmo, daquelas que a gente só se livra com amuletos potentes: água benta, banho de sal grosso, defumador de jasmim, arruda, curimba e outras pajelanças sagradas que a ocasião requer.

Quem tiver filho pequeno, redobre os cuidados! Nada de levar a criançada pra casa da tia, da avó e nem deixem os seus pimpolhos zanzando livremente pelos parques, clubes e adjacências.

As crianças deverão ficar sob intensa vigilância! E se perceber que a criança está meio dispersa, brincando com amigos imaginários, vá e fiscalize!

O seu filho, pode nesse momento, estar na mira de uma intrincada teia de ardilosas serelepices promovidas pela bruxa Magoda e seu cruel assistente (Bibito)!

Essa confraria de Nêgas Joões que aparece na foto; é resultado de uma pesquisa cuidadosa feita pela minha grande amiga e parceira: Danielle Barreto!

A Danielle Barreto não é neta de dona Júlia, porém, é uma das figuras mais interessantes, emblemáticas e ricas que eu já conheci em todo o universo!
Sou suspeito pra tecer qualquer elogio sem correr o risco de me derreter todo!

Pois é! A Dani, que atualmente mora em Vitória, no Espírito Santo, estava passeando solenemente pela arrebentação duma praia local e clicou essa reunião nada convencional, promovida por Nêga João e suas seguidoras mais astutas.

E, imediatamente, me pôs a par dos acontecimentos mais atualizados. Por isso, tenho tempo hábil para armar uma arapuca, ou pelo menos tentar, impedir que os estragos provocados por bruxa Magoda e Bibito sejam irreversíveis.

Quer uma dica? Se você tiver um gato preto em casa, deixe o bichano bem alimentado e, de prontidão. Gatos pretos são providenciais no combate a essa aberração medonha que é Magoda!

E vale tudo para se proteger do mal! Amém!!

Eu não passo por debaixo de escadas nem que me paguem. Não quebro espelhos, nunca abro a porta das casas que visito, rezo sempre que saio às ruas e tenho achego pelas corujas.

As corujas traduzem sabedoria e riqueza material. Logo, fico imune aos contratempos impostos por essa trupe de seres pérfidos que citei durante a narrativa!

Pro dia 31, estou pra dar uma festa! Vou aproveitar a ocasião para me deliciar duns bons drink’s em excelentes companhias, claro.
Vou usar sobretudo preto, maquiagem carregada nos olhos, coturno, braceletes de couro de búfala e cordões de prata com crucifixo!

Espero que cada um de vocês, aproveite o dia das Bruxas para se divertir bastante! Muita alegria, bom humor, sorte e sexy appeal! Sendo assim, a bruxa Magoda não terá vez!

Ela subirá no lombo de Bibito e partirá rumo ao desconhecido sem querer saber de mais nada!

Saravá!
Confraria de Nêga João anuncia: a Bruxa Magoda vem aí!!!

Você deve estar se perguntando: “ – que título é esse”? 
“Quem é Nêga João e, por que, essa foto traduz uma confraria das ditas cujas”? 

Tá certo, eu explico direitinho, ok?

É que na semana que vem será comemorado no mundo todo, o Dia das Bruxas! 
Sim, é uma comemoração que surgiu entre o povo celta, mas que ao longo das décadas foi cativando adeptos em diversos outros lugares. E a sua maior representatividade se dá nos Estados Unidos.

Convenhamos: o dia das Bruxas é simplesmente sensacional, né mesmo?

Pois é! Mas o que esses urubus têm a ver com isso? Vamos lá! 

Não se trata de simplórios urubus, Senhoras e Senhores do jornal "O Cidadão"! Trata-se de Nêga João, ou melhor, Nêgas Joões. E para quem não conhece essas belezuras e nem tampouco suas histórias, deixo claro que estou me referindo às primas do Louro José. 

Isso mesmo, o papagaio falante que acompanha a apresentadora Ana Maria Braga na televisão, tem um parentesco bastante diversificado. 
E isso é ótimo, porque não dá ênfase a nenhum tipo de discriminação.

Sendo sincero: eu tenho uma simpatia incrível pelos urubus! Acho essas aves simplesmente fascinantes! E livres! 

Pense só: você já ouviu dizer que alguém quer domesticar um urubu? Não! 
Ninguém enche o saco dos bissotes! Eles seguem por aí voando em revoadas, devorando as suas iguarias típicas, limpando o mundo de tudo aquilo que pra nós, não passa de carniças putrefatas! 

Já papagaio, não! Os papagaios não deram a mesma sorte! Vivem sendo perseguidos por tudo o que é canto. 
O Louro José só não foi parar no “mercado negro”, porque a Globo viu nele um grande trunfo comercial. Mas isso é outra história!

Dá-se o caso, que nos lugares longínquos, uma grande presepada acontece nesses tempos mais assombrosos: Sexta Feira 13, dia das bruxas e afins e, assim, coisas totalmente inusitadas acontecem! 

Num vilarejo aqui perto, testemunhas relataram que a bruxa tem andado solta à revelia! E não se trata duma bruxa qualquer, e sim, da bruxa Magoda!

A bruxa Magoda é perversa, travessa e maquiavélica! E pra semana que vem, ela promete se superar! Vai atacar as criancinhas pirracentas dos lugares sem titubear, sem ao menos aliviar na dose de maldades!

E não vai ter sequer tempo para a tradicional pergunta: doces ou travessuras? 

A bruxa Magoda vai barbarizar, pôr tudo a baixo, e depois, bem, certamente não vai sobrar nada! Mas a feiticeira infalível não estará sozinha nessa empreitada, isso eu te garanto!

Bibito, um bode preto xexelento, fiel escudeiro da bruxa é quem dará a cartas nessa tarefa totalmente mirabolante. Eu tenho pavor desse danado! 

Bibito representa o azar em sua máxima potência. Aonde Bibito bota a cara, tem uruca garantida! E não se trata duma uruquinha coisa pouca! É uruca braba mesmo, daquelas que a gente só se livra com amuletos potentes: água benta, banho de sal grosso, defumador de jasmim, arruda, curimba e outras pajelanças sagradas que a ocasião requer.

Quem tiver filho pequeno, redobre os cuidados! Nada de levar a criançada pra casa da tia, da avó e nem deixem os seus pimpolhos zanzando livremente pelos parques, clubes e adjacências. 

As crianças deverão ficar sob intensa vigilância! E se perceber que a criança está meio dispersa, brincando com amigos imaginários, vá e fiscalize! 

O seu filho, pode nesse momento, estar na mira de uma intrincada teia de ardilosas serelepices promovidas pela bruxa Magoda e seu cruel assistente (Bibito)!

Essa confraria de Nêgas Joões que aparece na foto; é resultado de uma pesquisa cuidadosa feita pela minha grande amiga e parceira: Danielle Barreto! 

A Danielle Barreto não é neta de dona Júlia, porém, é uma das figuras mais interessantes, emblemáticas e ricas que eu já conheci em todo o universo! 
Sou suspeito pra tecer qualquer elogio sem correr o risco de me derreter todo!

Pois é! A Dani, que atualmente mora em Vitória, no Espírito Santo, estava passeando solenemente pela arrebentação duma praia local e clicou essa reunião nada convencional, promovida por Nêga João e suas seguidoras mais astutas. 

E, imediatamente, me pôs a par dos acontecimentos mais atualizados. Por isso, tenho tempo hábil para armar uma arapuca, ou pelo menos tentar, impedir que os estragos provocados por bruxa Magoda e Bibito sejam irreversíveis.

Quer uma dica? Se você tiver um gato preto em casa, deixe o bichano bem alimentado e, de prontidão. Gatos pretos são providenciais no combate a essa aberração medonha que é Magoda! 

E vale tudo para se proteger do mal! Amém!!

Eu não passo por debaixo de escadas nem que me paguem. Não quebro espelhos, nunca abro a porta das casas que visito, rezo sempre que saio às ruas e tenho achego pelas corujas. 

As corujas traduzem sabedoria e riqueza material. Logo, fico imune aos contratempos impostos por essa trupe de seres pérfidos que citei durante a narrativa!

Pro dia 31, estou pra dar uma festa! Vou aproveitar a ocasião para me deliciar duns bons drink’s em excelentes companhias, claro. 
Vou usar sobretudo preto, maquiagem carregada nos olhos, coturno, braceletes de couro de búfala e cordões de prata com crucifixo!

Espero que cada um de vocês, aproveite o dia das Bruxas para se divertir bastante! Muita alegria, bom humor, sorte e sexy appeal! Sendo assim, a bruxa Magoda não terá vez!

Ela subirá no lombo de Bibito e partirá rumo ao desconhecido sem querer saber de mais nada!

Saravá!

O gato ruivo!!


Hoje é Halloween, Senhoras e Senhores! 
Salve-se quem puder, porque a bruxa está solta, literalmente!
Agora se você é daquela trupe que sabe festejar essa data em grande estilo, aproveite! É tempo de extravasar!
E pra isso, vale tudo, desde que saiba usar a criatividade!

Dá-se o caso que no vilarejo não muito distante daqui, coisa de poucas léguas, o dia de hoje não é algo pra se brincar!
Não se pode hesitar um instante sequer, sabe por quê?

A bruxa Magoda veio com tudo dessa vez!
A famigerada-Mor não se intimida com mais nada!
Ainda era madrugada, quando se ouviu os primeiros estalos do chicote se espatifando no lombo de Bibito! Sim, Bibito agora é, oficialmente, um seguidor inveterado da bruxa Magoda!
Sabe a corda e a caçamba? O queijo e a goiabada?
Então, um não vive mais sem o outro!

Bibito é quem faz o serviço sujo! Ele segue na frente, aos galopes, dando cabeçadas a esmo e promovendo balbúrdias sem precedentes! É por causa de Bibito, aliás, que as coisas vão desse jeito!
Toda hora a gente se depara com uma onda de azar sendo lançada sobre o cotidiano das pessoas!

Uruca é um troço nojento, né?

Dona Júlia vive repetindo: “- quanto mais à gente reza, mais assombração aparece”!

Não sou muito de compactuar com as ideias de dona Júlia, porém, dessa vez, admito: ela está coberta de razão!

Dias atrás, percebi uma movimentação sombria ali pelos arredores do Condado dos Monapeurt’s. O casarão ficou de portas trancadas o tempo todo!
E pela internet, as mensagens codificadas noticiavam a confraria promovida por uma revoada de Nêgas Joões!

E ainda tem gente que acredita que urubu dá azar!
Senão fosse Nêga João, a gente não estaria sabendo de mais nada!

Dessa vez, a bruxa Magoda planejou seus festejos à surdina! E como estamos às voltas com o calor brabo, com a política e mais uma série de outras desgraças coletivas, subestimamos a capacidade da bruxa velha em se reinventar e, com isso, ser ainda mais maquiavélica!

A bruxa Magoda é perversa! Ela colhe lágrimas infantis e pulveriza a GRITARIA pelos lugares onde passa! Por isso, queridos, não vacilem! Não deem tréguas pra esses seres sombrios!
Basta um cochilo, um descuido qualquer e pronto: deu-se a moléstia!

Quem tiver criança pequena em casa, atenção redobrada!
Nada de deixar os pimpolhos irem pra casa da avó, da tia, brincar com os primos, nada disso!

E se a criança estiver dispersa, pelos cantos, falando sozinha, já sabe; né?
Esqueça os amigos imaginários!
No dia de hoje, tanto os duendes, quanto as ninfas, fadas e salamandras estão recolhidos no portal do SANA!

E uma distração dessas, pode custar bem caro!

Agora é o seguinte: nem tudo está perdido! Ainda bem!

Existem meios de repressão contra a bruxa Magoda, sim!
E a alternativa da vez é o Gato Ruivo! (vide foto).

Esse bichano lindo, todo serelepe, é o mascote preferido dos que vivem no Condado.

O gato ruivo é muito hábil, perspicaz e implacável!
Ele não fareja apenas o esconderijo do seu Whiskas sachê.
Aliás, esse gato ruivo merece ser tratado a salmão fresco e camarão graúdo!

E não é que o danado sabe aproveitar as mordomias?
Ele dorme numa almofada de penas de cisnes noruegueses!

O gato ruivo quando viu a bruxa Magoda acompanhada de sua trupe, pôs se a postos e preparou o bote certeiro.
Avançou sobre ela, cravou-lhe as unhas no meio da cara e, durante o embate, arrancou um farto chumaço de cabelo da bruxa sarnenta!

Sendo assim, todo mundo vai festejar o dia das bruxas da forma como preferir!
Vale tudo, inclusive, ficar com a CARINHA FEITA!
O gato ruivo!!

Hoje é Halloween, Senhoras e Senhores! 
Salve-se quem puder, porque a bruxa está solta, literalmente! 
Agora se você é daquela trupe que sabe festejar essa data em grande estilo, aproveite! É tempo de extravasar! 
E pra isso, vale tudo, desde que saiba usar a criatividade!

Dá-se o caso que no vilarejo não muito distante daqui, coisa de poucas léguas, o dia de hoje não é algo pra se brincar! 
Não se pode hesitar um instante sequer, sabe por quê?

A bruxa Magoda veio com tudo dessa vez! 
A famigerada-Mor não se intimida com mais nada! 
Ainda era madrugada, quando se ouviu os primeiros estalos do chicote se espatifando no lombo de Bibito! Sim, Bibito agora é, oficialmente, um seguidor inveterado da bruxa Magoda! 
Sabe a corda e a caçamba? O queijo e a goiabada? 
Então, um não vive mais sem o outro!

Bibito é quem faz o serviço sujo! Ele segue na frente, aos galopes, dando cabeçadas a esmo e promovendo balbúrdias sem precedentes! É por causa de Bibito, aliás, que as coisas vão desse jeito! 
Toda hora a gente se depara com uma onda de azar sendo lançada sobre o cotidiano das pessoas! 

Uruca é um troço nojento, né? 

Dona Júlia vive repetindo: “- quanto mais à gente reza, mais assombração aparece”!

Não sou muito de compactuar com as ideias de dona Júlia, porém, dessa vez, admito: ela está coberta de razão!

Dias atrás, percebi uma movimentação sombria ali pelos arredores do Condado dos Monapeurt’s. O casarão ficou de portas trancadas o tempo todo! 
E pela internet, as mensagens codificadas noticiavam a confraria promovida por uma revoada de Nêgas Joões! 

E ainda tem gente que acredita que urubu dá azar! 
Senão fosse Nêga João, a gente não estaria sabendo de mais nada! 

Dessa vez, a bruxa Magoda planejou seus festejos à surdina! E como estamos às voltas com o calor brabo, com a política e mais uma série de outras desgraças coletivas, subestimamos a capacidade da bruxa velha em se reinventar e, com isso, ser ainda mais maquiavélica!

A bruxa Magoda é perversa! Ela colhe lágrimas infantis e pulveriza a GRITARIA pelos lugares onde passa! Por isso, queridos, não vacilem! Não deem tréguas pra esses seres sombrios! 
Basta um cochilo, um descuido qualquer e pronto: deu-se a moléstia! 

Quem tiver criança pequena em casa, atenção redobrada! 
Nada de deixar os pimpolhos irem pra casa da avó, da tia, brincar com os primos, nada disso! 

E se a criança estiver dispersa, pelos cantos, falando sozinha, já sabe; né? 
Esqueça os amigos imaginários! 
No dia de hoje, tanto os duendes, quanto as ninfas, fadas e salamandras estão recolhidos no portal do SANA!

E uma distração dessas, pode custar bem caro!

Agora é o seguinte: nem tudo está perdido! Ainda bem! 

Existem meios de repressão contra a bruxa Magoda, sim! 
E a alternativa da vez é o Gato Ruivo! (vide foto). 

Esse bichano lindo, todo serelepe, é o mascote preferido dos que vivem no Condado.

O gato ruivo é muito hábil, perspicaz e implacável! 
Ele não fareja apenas o esconderijo do seu Whiskas sachê. 
Aliás, esse gato ruivo merece ser tratado a salmão fresco e camarão graúdo! 

E não é que o danado sabe aproveitar as mordomias? 
Ele dorme numa almofada de penas de cisnes noruegueses!

O gato ruivo quando viu a bruxa Magoda acompanhada de sua trupe, pôs se a postos e preparou o bote certeiro. 
Avançou sobre ela, cravou-lhe as unhas no meio da cara e, durante o embate, arrancou um farto chumaço de cabelo da bruxa sarnenta!

Sendo assim, todo mundo vai festejar o dia das bruxas da forma como preferir! 
Vale tudo, inclusive, ficar com a CARINHA FEITA!

Casamento sem barraco não tem a menor graça!!!!!!


No último final de semana, fui ao casamento de Lucas e Patrícia aqui na cidade.
Fui a contragosto, é bom frisar, porque não gosto de ir a casamentos!

Acho chato, cansativo, entediante a ponto de despertar bocejos!
Fui em consideração ao casal, afinal de contas, trata-se de amigos muito estimados. E isso, é claro, porque a noiva me intimou a comparecer sob ameaça de não engolir nenhum tipo de “imprevisto” de última hora. (caso eu inventasse um).

A igreja estava abarrotada de gente!
A cerimônia, pra variar, durou uma hora e meia!
O padre até que era bem apanhado, mas tinha um discurso enfadonho de irritar qualquer monge em começo de carreira.

Sabe quando a coisa em si não rende?
Fica aquele nhem, nhem, nhem, aquela enrolação?

Pois é!

O casamento não atava e nem desatava. Parecia uma égua de charrete quando empaca. Estávamos, inclusive, com medo de alguém se estabacar lá dentro por causa do calor.
O ar condicionado central da igreja não estava ATIVADO e os ventiladores (de teto e de parede) não davam vazão ao verdadeiro enxame de convidados.

Ouvi dona Esmeralda resmungar: “ – mas isso não vai acabar nunca, meu Senhor”?

Depois eu descobri que a velha estava apertada pra fazer xixi, mas não queria ir ao toillet, pra não perder o assento, coitada!
E gulosa que só, fazia questão de cochichar com a sobrinha que não via a hora de chegar à recepção, salientando que iria se fartar com os canapés e as demais iguarias servidas no banquete.

A parte mais irritante da cantilena que o padre promoveu se deu no momento em que ele resolveu falar sobre sexo. Pois é, o padre falou de sexo pelo menos umas trinta vezes durante a cerimônia.
Fazia questão de ressaltar que o casal não deveria fazer sexo com finalidade recreativa, mas sim, para se reproduzirem.

Não aguentei, me virei para Cris, sentada a meu lado e deixei escapar uma frase que soou mais alto que eu gostaria:

“- até parece que a Patrícia vai ficar no ‘papai e mamãe’! Ela morre de tesão nesse cara”!

As pessoas a nossa volta tossiram, algumas riram, porém, os mais velhos, olharam fuzilantes em nossa direção, certamente, reprovando o enredo do meu comentário.

Quer saber?

Foda-se!

Eu também iria fazer ‘miséria na cama’ caso estivesse no lugar de um deles!!

Hugo, o cunhado gaiato de Patrícia, aproveitou a oportunidade para fazer galhofa a respeito da citação do padre!
Ele ria e repetia:

“-meu irmão, depois de casado, só vai fazer sexo fantástico.
Uma vez por semana, no domingo à noite”!

As pessoas que ouviram essa gracinha, simplesmente caíram na gargalhada!

Os mais sisudos; como sempre, repeliram a piadinha cretina do cunhado Hugo.

Aliás, cunhado é o tipo de cara que sempre dá bafão nos lugares, já repararam?

Finalmente chegou o momento mais aguardado da noite. Aportamos no buffet!
O salão estava decorado ricamente! Tudo muito fino, chique e glamouroso!
Ouvi rumores que a recepção em si, custou cerca de R$ 750 mil.

Logo se via, porque estava a altura dum cenário de novela das oito! E da Globo; claro!

As mesas principais foram ocupadas rapidamente.
Havia um grupo de senhoras, visivelmente esfomeadas, que se abancaram próximas aos canapés e a todo instante faziam psiu para que os garçons as servissem um bocadinho mais.
Até compreendo, tadinhas, depois de várias horas amofinadas na igreja, precisavam “forrar o estômago”!

Eu fui pro setor das bebidas! Tomei whisky importado, caipsaquê de frutas vermelhas e champanhe francês!

Claudinha chegou atrasada e com o sapato quebrado numa das mãos.
Parece que na hora em que foi descer do carro, o pé ficou preso numa inclinação do meio fio e a coitada ficou descalça o resto da festa.

Outra oportunidade para se fazer piada de mau gosto.

É que Claudinha é prima em segundo grau da noiva, e de acordo com as más línguas, por ser a mais feiosa da família, estava encalhada.

É aquilo: toda noiva linda tem uma prima baranga; certo?

Certinho!

A orquestra tocava a valsa dos noivos quando os flashes desviaram as atenções dos casais que dançavam emocionados e pipocaram na direção da entrada principal do salão.
Tratava-se da chegada em tempestiva de Marina Sobervanut (ex namorada de Lucas, o noivo) que resolveu ir ao casamento, mesmo sem ser convidada, só pra fazer ‘climão’!

Pra variar, estava bêbada e com a maquiagem borrada. Pediu ao garçom uma garrafa de champanhe, ergueu um brinde aos noivos e sentada numa mesa do canto, deixou escapar uma torrente de lágrimas copiosas!

Todos estavam apreensivos com o que poderia acontecer de errado, evidentemente!

E não deu outra!

Cambaleante, Marina foi até o palco, bateu palmas pros músicos, pegou o microfone e pediu que tocassem a “dança da solidão” do Paulinho da Viola, pra que ela pudesse, então, fazer um streep tease!

E berrava ensandecida: “ - Senhoras e Senhores, eu vou ficar nua nesse lugar”!

Os convidados, em estado de choque, não sabiam aonde enfiavam as suas caras!
Os marmanjos, ligeiramente embriagados, gritavam: "- Tira! Tira! Tira"!

E como num passe de mágica, Marina rebolou até o chão e arrancou o vestido duma só vez, ficando apenas de fio dental e sutiã.

Dona Esmeralda desmaiou!

O maestro, rapidamente, puxou uma das toalhas da mesa e cobriu a nudez da penetra espevitada, levando-a em seguida, prum quartinho dos fundos, a fim de que ela se recompusesse.

A festa prosseguiu num clima de tensão, mesmo com a pista de dança abarrotada!
(o DJ tocou músicas dos anos 80)!

Chegou o momento de a noiva jogar o buquê! Os solteiros estavam a postos!
Um, dois, três e: mesmo com algumas pessoas caindo emboladas por cima das outras, quem alcançou o buquê, foi Claudinha (a prima feia e encalhada)!

Eu estava conversando com a Dani Barreto pelo telefone e vi quando Patrícia (a noiva) entrou no toillet para retocar a maquiagem e, logo em seguida, Marina, trôpega, zuniu atrás feito um foguete.

Pensei: - isso vai dar merda! Pedi outro drink e fiquei à espreita!

Mesmo com o barulho dos convidados no salão, não se pôde abafar a GRITARIA vinda do lavabo!

Marina atirou um vaso contra o espelho provocando um estrondo violento!

Vieram todos em socorro da noiva! Ela estava atracada com Marina, rolando pelo chão, desgrenhada e aos berros:

"- eu vou te matar, sua vadia"!

A festa prosseguiu até às cinco da manhã, no entanto, aqui na cidade, não se fala doutra coisa a não ser (a série de escândalos)!

Horas mais tarde, comentei com dona Júlia sobre os acontecimentos bafônicos da festa e ela me disse:

“- Ah meu querido, casamento sem barraco não tem a menor graça”!
Casamento sem barraco não tem a menor graça!!!!!!

No último final de semana, fui ao casamento de Lucas e Patrícia aqui na cidade. 
Fui a contragosto, é bom frisar, porque não gosto de ir a casamentos! 

Acho chato, cansativo, entediante a ponto de despertar bocejos! 
Fui em consideração ao casal, afinal de contas, trata-se de amigos muito estimados. E isso, é claro, porque a noiva me intimou a comparecer sob ameaça de não engolir nenhum tipo de “imprevisto” de última hora. (caso eu inventasse um)
.
A igreja estava abarrotada de gente! 
A cerimônia, pra variar, durou uma hora e meia! 
O padre até que era bem apanhado, mas tinha um discurso enfadonho de irritar qualquer monge em começo de carreira. 

Sabe quando a coisa em si não rende? 
Fica aquele nhem, nhem, nhem, aquela enrolação? 

Pois é! 

O casamento não atava e nem desatava. Parecia uma égua de charrete quando empaca. Estávamos, inclusive, com medo de alguém se estabacar lá dentro por causa do calor. 
O ar condicionado central da igreja não estava ATIVADO e os ventiladores (de teto e de parede) não davam vazão ao verdadeiro enxame de convidados.

Ouvi dona Esmeralda resmungar: “ – mas isso não vai acabar nunca, meu Senhor”?

Depois eu descobri que a velha estava apertada pra fazer xixi, mas não queria ir ao toillet, pra não perder o assento, coitada! 
E gulosa que só, fazia questão de cochichar com a sobrinha que não via a hora de chegar à recepção, salientando que iria se fartar com os canapés e as demais iguarias servidas no banquete.

A parte mais irritante da cantilena que o padre promoveu se deu no momento em que ele resolveu falar sobre sexo. Pois é, o padre falou de sexo pelo menos umas trinta vezes durante a cerimônia. 
Fazia questão de ressaltar que o casal não deveria fazer sexo com finalidade recreativa, mas sim, para se reproduzirem. 

Não aguentei, me virei para Cris, sentada a meu lado e deixei escapar uma frase que soou mais alto que eu gostaria:

“- até parece que a Patrícia vai ficar no ‘papai e mamãe’! Ela morre de tesão nesse cara”!

As pessoas a nossa volta tossiram, algumas riram, porém, os mais velhos, olharam fuzilantes em nossa direção, certamente, reprovando o enredo do meu comentário.

Quer saber? 

Foda-se! 

Eu também iria fazer ‘miséria na cama’ caso estivesse no lugar de um deles!!

Hugo, o cunhado gaiato de Patrícia, aproveitou a oportunidade para fazer galhofa a respeito da citação do padre! 
Ele ria e repetia:

“-meu irmão, depois de casado, só vai fazer sexo fantástico. 
Uma vez por semana, no domingo à noite”! 

As pessoas que ouviram essa gracinha, simplesmente caíram na gargalhada!

Os mais sisudos; como sempre, repeliram a piadinha cretina do cunhado Hugo.

Aliás, cunhado é o tipo de cara que sempre dá bafão nos lugares, já repararam?

Finalmente chegou o momento mais aguardado da noite. Aportamos no buffet! 
O salão estava decorado ricamente! Tudo muito fino, chique e glamouroso! 
Ouvi rumores que a recepção em si, custou cerca de R$ 750 mil. 

Logo se via, porque estava a altura dum cenário de novela das oito! E da Globo; claro!

As mesas principais foram ocupadas rapidamente. 
Havia um grupo de senhoras, visivelmente esfomeadas, que se abancaram próximas aos canapés e a todo instante faziam psiu para que os garçons as servissem um bocadinho mais. 
Até compreendo, tadinhas, depois de várias horas amofinadas na igreja, precisavam “forrar o estômago”! 

Eu fui pro setor das bebidas! Tomei whisky importado, caipsaquê de frutas vermelhas e champanhe francês!

Claudinha chegou atrasada e com o sapato quebrado numa das mãos. 
Parece que na hora em que foi descer do carro, o pé ficou preso numa inclinação do meio fio e a coitada ficou descalça o resto da festa.

Outra oportunidade para se fazer piada de mau gosto. 

É que Claudinha é prima em segundo grau da noiva, e de acordo com as más línguas, por ser a mais feiosa da família, estava encalhada. 

É aquilo: toda noiva linda tem uma prima baranga; certo?

Certinho!

A orquestra tocava a valsa dos noivos quando os flashes desviaram as atenções dos casais que dançavam emocionados e pipocaram na direção da entrada principal do salão. 
Tratava-se da chegada em tempestiva de Marina Sobervanut (ex namorada de Lucas, o noivo) que resolveu ir ao casamento, mesmo sem ser convidada, só pra fazer ‘climão’! 

Pra variar, estava bêbada e com a maquiagem borrada. Pediu ao garçom uma garrafa de champanhe, ergueu um brinde aos noivos e sentada numa mesa do canto, deixou escapar uma torrente de lágrimas copiosas!

Todos estavam apreensivos com o que poderia acontecer de errado, evidentemente!

E não deu outra!

Cambaleante, Marina foi até o palco, bateu palmas pros músicos, pegou o microfone e pediu que tocassem a “dança da solidão” do Paulinho da Viola, pra que ela pudesse, então, fazer um streep tease! 

E berrava ensandecida: “ - Senhoras e Senhores, eu vou ficar nua nesse lugar”!

Os convidados, em estado de choque, não sabiam aonde enfiavam as suas caras! 
Os marmanjos, ligeiramente embriagados, gritavam: "- Tira! Tira! Tira"!

E como num passe de mágica, Marina rebolou até o chão e arrancou o vestido duma só vez, ficando apenas de fio dental e sutiã.

Dona Esmeralda desmaiou!

O maestro, rapidamente, puxou uma das toalhas da mesa e cobriu a nudez da penetra espevitada, levando-a em seguida, prum quartinho dos fundos, a fim de que ela se recompusesse. 

A festa prosseguiu num clima de tensão, mesmo com a pista de dança abarrotada! 
(o DJ tocou músicas dos anos 80)!

Chegou o momento de a noiva jogar o buquê! Os solteiros estavam a postos! 
Um, dois, três e: mesmo com algumas pessoas caindo emboladas por cima das outras, quem alcançou o buquê, foi Claudinha (a prima feia e encalhada)!

Eu estava conversando com a Dani Barreto pelo telefone e vi quando Patrícia (a noiva) entrou no toillet para retocar a maquiagem e, logo em seguida, Marina, trôpega, zuniu atrás feito um foguete. 

Pensei: - isso vai dar merda! Pedi outro drink e fiquei à espreita!

Mesmo com o barulho dos convidados no salão, não se pôde abafar a GRITARIA vinda do lavabo!

Marina atirou um vaso contra o espelho provocando um estrondo violento!

Vieram todos em socorro da noiva! Ela estava atracada com Marina, rolando pelo chão, desgrenhada e aos berros:

"- eu vou te matar, sua vadia"!

A festa prosseguiu até às cinco da manhã, no entanto, aqui na cidade, não se fala doutra coisa a não ser (a série de escândalos)!

Horas mais tarde, comentei com dona Júlia sobre os acontecimentos bafônicos da festa e ela me disse: 

“- Ah meu querido, casamento sem barraco não tem a menor graça”!