sábado, 24 de novembro de 2012

Música sofisticada em Araruama! (relatos de um piano)!



" - Quem aqui aprecia o som de um piano de cauda bem tocado aí, levanta a mão"?

Fiz essa pergunta a uma pequena plateia reunida na sala de estar do apartamento de Luiza Sampaio e, pasmem, não obtive resposta alguma. Todos estavam com aquelas caras embevecidas, olhando pro piano, como se ele fosse uma aparição de alto luxo, garbo e finesse! Mas esse piano, especialmente, era tudo isso junto e, mais um bocado e tanto!

Vou contar essa história, direitinho, pra vocês, queridos!!!!

Luiza Sampaio tem apenas 28 anos e faz uns sete que nos conhecemos!
Desde o nosso primeiro contato, foi amor à primeira vista!
Ela é produtora de arte e, nos conhecemos durante uma exposição no CCBB do Rio. Nos últimos cinco anos; nos correspondemos por e-mail e por telefone, porque ela foi morar em Paris e; em relação ao Brasil, ela meio que não queria saber de mais nada, salvo é claro, poucas e boas exceções.

Acontece que Luiza está de volta a sua pátria; meus queridos!
Veio a contragosto!
Faz questão de ressaltar isso a cada brinde que ergue juntamente aos amigos!

Na verdade, veio por questões familiares e financeiras!
Seus pais são milionários e, estão se separando!

Parece que o Seu Arnaldo trocou Dona Vera Sampaio por uma ninfeta siliconada de 24 anos, porém, isso é assunto proibido aqui em Araruama.

Mas e a história do piano?

Pois é!
O tal piano veio da Europa de navio até o Porto do Rio de Janeiro e, de caminhão, até o seu destino final: Araruama!
Foi presente dum namoradinho francês que Luíza jura ser completamente apaixonada: Jean Pierre Strauss!

Quem passava pela orla do centro, na tarde da última quarta feira, testemunhou aquele rebuliço!
O apartamento de Luíza; fica no prédio azulejado, cor de chumbo, que dá de frente pra Lagoa de Araruama.
E o piano teve que entrar pela janela da frente, com direito a guindaste e tudo!
Sim, tudo isso se deu pelo fato de que o piano de cauda é um trambolho imenso e, não teria a menor possibilidade de passar pelo elevador!
Isso sem contar, é claro, que as poltronas foram removidas simultaneamente (também pela janela)!

Fui à primeira audição do instrumento.
E durante a afinação, pude constatar a imponência e o fascínio absolutos que o piano exercia sobre o ambiente!

Luíza me recebeu com uma garrafa de champanhe Veuve Clicquot nas mãos.
Estava meio chapada e dispensou o protocolo: nada de taças!
O champanhe era degustado no gargalo mesmo!
Brindamos!
Enquanto conversávamos amenidades, saboreávamos o precioso líquido borbulhante, que descia por nossas goelas, como se o mundo lá fora não existisse!

Devo confessar: eu amo champanhe! E amo a Luíza Sampaio!

Mas quer saber a verdade?
Luíza toca piano mal pra cacete! Os ensaios foram terríveis!

“ - A vida dos vizinhos nunca mais será a mesma”!
(eu zombava enquanto abria outra garrafa)!

Chegou o grande dia! O recital aconteceu anteontem!

Luíza estreou oficialmente o piano para cerca de 12 pessoas!
Quando entrei no elevador, dona Matilde, enfezada, me disse:

“- é hoje que ninguém dorme nesse prédio”!

Dei de ombros e retruquei:

"- a Senhora desce em qual andar mesmo"?

Era quase dez da noite, estávamos semi bêbados e às gargalhadas.
Luíza sentou-se ao piano!
A música escolhida para a estreia foi (escândalo – do Caetano Veloso).
Na primeira nota, era possível perceber que uma desgraça sonora era tudo o que teríamos.

No trecho da música em que diz:

“- eu marquei demais, to sabendo! Aprontei demais, só vendo! Mas agora faz um frio aqui”, (...)

ela deixou as mãos derraparem em cima das teclas, provocando aquele estrondo desafinado e; caiu na gargalhada.

O motivo?
Bem, ela se lembrou que aquele trecho da música fazia menção a temperatura dentro do apartamento.
O ar condicionado central estava ativado e, enquanto lá fora, os termômetros marcavam 25,8 graus; no espaço onde estávamos; a temperatura era de 9 graus!

No dia seguinte, perguntaram a Luíza, qual a razão dela ter um piano de cauda tão caro em casa, uma vez que ela não pretendia sequer, aprender a tocá-lo como se deve?

A resposta veio imediatamente:

“- o piano na minha sala servirá de apoio aos copos de whisky dos meus convidados”!

Em tempo: só existem dois pianos iguais a esse no Brasil.

O outro, encontra-se na sala de estar de dona Júlia!
Música sofisticada em Araruama! (relatos de um piano)!

" - Quem aqui aprecia o som de um piano de cauda bem tocado aí, levanta a mão"?

Fiz essa pergunta a uma pequena plateia reunida na sala de estar do apartamento de Luiza Sampaio e, pasmem, não obtive resposta alguma. Todos estavam com aquelas caras embevecidas, olhando pro piano, como se ele fosse uma aparição de alto luxo, garbo e finesse! Mas esse piano, especialmente, era tudo isso junto e, mais um bocado e tanto!

Vou contar essa história, direitinho, pra vocês, queridos leitores do Jornal O Cidadão!

Luiza Sampaio tem apenas 28 anos e faz uns sete que nos conhecemos! 
Desde o nosso primeiro contato, foi amor à primeira vista! 
Ela é produtora de arte e, nos conhecemos durante uma exposição no CCBB do Rio. Nos últimos cinco anos; nos correspondemos por e-mail e por telefone, porque ela foi morar em Paris e; em relação ao Brasil, ela meio que não queria saber de mais nada, salvo é claro, poucas e boas exceções.

Acontece que Luiza está de volta a sua pátria; meus queridos! 
Veio a contragosto! 
Faz questão de ressaltar isso a cada brinde que ergue juntamente aos amigos! 

Na verdade, veio por questões familiares e financeiras! 
Seus pais são milionários e, estão se separando! 

Parece que o Seu Arnaldo trocou Dona Vera Sampaio por uma ninfeta siliconada de 24 anos, porém, isso é assunto proibido aqui em Araruama.

Mas e a história do piano?

Pois é! 
O tal piano veio da Europa de navio até o Porto do Rio de Janeiro e, de caminhão, até o seu destino final: Araruama! 
Foi presente dum namoradinho francês que Luíza jura ser completamente apaixonada: Jean Pierre Strauss!

Quem passava pela orla do centro, na tarde da última quarta feira, testemunhou aquele rebuliço! 
O apartamento de Luíza; fica no prédio azulejado, cor de chumbo, que dá de frente pra Lagoa de Araruama. 
E o piano teve que entrar pela janela da frente, com direito a guindaste e tudo! 
Sim, tudo isso se deu pelo fato de que o piano de cauda é um trambolho imenso e, não teria a menor possibilidade de passar pelo elevador! 
Isso sem contar, é claro, que as poltronas foram removidas simultaneamente (também pela janela)!

Fui à primeira audição do instrumento. 
E durante a afinação, pude constatar a imponência e o fascínio absolutos que o piano exercia sobre o ambiente!

Luíza me recebeu com uma garrafa de champanhe Veuve Clicquot nas mãos. 
Estava meio chapada e dispensou o protocolo: nada de taças! 
O champanhe era degustado no gargalo mesmo! 
Brindamos! 
Enquanto conversávamos amenidades, saboreávamos o precioso líquido borbulhante, que descia por nossas goelas, como se o mundo lá fora não existisse! 

Devo confessar: eu amo champanhe! E amo a Luíza Sampaio!

Mas quer saber a verdade? 
Luíza toca piano mal pra cacete! Os ensaios foram terríveis! 

“ - A vida dos vizinhos nunca mais será a mesma”! 
(eu zombava enquanto abria outra garrafa)!

Chegou o grande dia! O recital aconteceu anteontem! 

Luíza estreou oficialmente o piano para cerca de 12 pessoas! 
Quando entrei no elevador, dona Matilde, enfezada, me disse:

“- é hoje que ninguém dorme nesse prédio”!

Dei de ombros e retruquei: 

"- a Senhora desce em qual andar mesmo"?

Era quase dez da noite, estávamos semi bêbados e às gargalhadas. 
Luíza sentou-se ao piano! 
A música escolhida para a estreia foi (escândalo – do Caetano Veloso). 
Na primeira nota, era possível perceber que uma desgraça sonora era tudo o que teríamos.

No trecho da música em que diz: 

“- eu marquei demais, to sabendo! Aprontei demais, só vendo! Mas agora faz um frio aqui”, (...)

ela deixou as mãos derraparem em cima das teclas, provocando aquele estrondo desafinado e; caiu na gargalhada.

O motivo? 
Bem, ela se lembrou que aquele trecho da música fazia menção a temperatura dentro do apartamento. 
O ar condicionado central estava ativado e, enquanto lá fora, os termômetros marcavam 25,8 graus; no espaço onde estávamos; a temperatura era de 9 graus!

No dia seguinte, perguntaram a Luíza, qual a razão dela ter um piano de cauda tão caro em casa, uma vez que ela não pretendia sequer, aprender a tocá-lo como se deve?

A resposta veio imediatamente: 

“- o piano na minha sala servirá de apoio aos copos de whisky dos meus convidados”!

Em tempo: só existem dois pianos iguais a esse no Brasil. 

O outro, encontra-se na sala de estar de dona Júlia!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O sumiço de Boneca!


Essa semana o meu texto é voltado à prestação de serviço a uma família, e por que não? 
A todos nós que amamos os bichinhos de estimação!

Tudo aconteceu na última quinta, de manhã, quando Flávia Picolli abriu a garagem de sua casa na Pontinha pra levar a filha Gabriela pro cursinho de inglês. A gata estimação da família, que atende pelo nome de Boneca, aproveitou a oportunidade e fugiu.

Seu Alberto, o jardineiro da casa ao lado, ainda tentou alertar Flávia sobre a fuga da bissota, mas como a publicitária arrancou com o carro a toda, o coitado do velho ficou acenando em vão.
Uma senhora que fazia exercícios foi a primeira a se preocupar:

“ – Oi Seu Alberto, por que o senhor está gritando desse jeito”?

E ouviu; quase como um lamento, a seguinte afirmação:

“ – foi a gata da menina Gabriela, que acabou de 'dar nos cascos'!
Dona Flávia vive de mau humor, saiu dirigindo feito uma doida e agora, bem, eu não quero nem pensar no desespero dessa menina”!

Realmente, Seu Alberto , tinha razão para se preocupar.
Boneca era o xodó da família.
Foi por volta de duas da tarde, que a família Picolli se deu conta de que Boneca não estava aonde deveria, ou seja, em casa.

Gabriela, simplesmente, começou a berrar quando o Seu Alberto tocou a campainha e relatou o ocorrido. E não parou por aí!
Nada do que se fizesse era capaz de acalmar a menina. Imediatamente, toda a vizinhança estava mobilizada em ajudar a reencontrar a bichana serelepe!

Foi então, que uma ideia iluminou o rosto da mãe aflita, que culminou na seguinte decisão:

“- espalhem cartazes pela cidade, divulguem no Facebook e no Twitter, que Boneca fugiu. E que aquele(a) que trouxer a nossa bissota de volta, receberá uma recompensa de R$ 8 Mil reais”!

Seu Alberto ficou exultante e, depois de soltar uma sonora gargalhada, afirmou:

“ – deixa comigo, dona Flávia, reencontrar essa gata virou uma missão pra mim”!

O zunzunzum se espalhou rapidamente.
Todos queriam ajudar nessa empreitada.
Eu nem preciso perguntar o motivo real para tamanho empenho nesse resgate, né?

Surgiram muitas especulações a respeito do que realmente poderia ter acontecido à gata, agora, fora de casa, sem as regalias felinas de que estava acostumada.

Beatriz, amiga da família, foi uma das primeiras a dar o seu pitaco:

“- ela deve ter fugido com algum gato vira lata, desses que pulam nos telhados, que são rueiros e buscam a sobrevivência por si só”!

A vizinha Mônica deixou escapar:

“ – bem fez essa gatinha, se livrou daquela vida monótona em cativeiro e foi se aventurar atrás dum bom ordinário. Gata que é esperta, gosta mesmo é duma boa cachorrada”!

O pipoqueiro ali da frente da Drogaria Pacheco, sabe? Eu nem tive tempo de perguntar o nome dele.
Quando ele escutou o valor da recompensa a ser paga pra quem encontrar Boneca, abandonou o carrinho, saiu apressado, com doze cartazes debaixo do braço.
Bem na esquina do Hiper Mercado Extra, revelou pro Guarda Municipal:

“- eu passo o ano inteiro aqui vendendo pipoca e não consigo juntar dinheiro! Se eu ganhar esses R$ 8 Mil; serei um homem rico, um homem rico, seu Guarda"!

E foi embora em direção ao Parque Mataruna!

Sendo bem sincero, não acredito que essa gata realmente vá voltar pra casa.
Eu até que fiquei de olho nessa gorjeta felpuda! Afinal de contas, são R$ 8 Mil, mas quer saber?

Gato siamês tem essencialmente a mesma cara. E com isso, o que vai aparecer de gente com uma sósia debaixo do braço, jurando se tratar da legítima fugitiva.
Ih, não vai estar no gibi!

De qualquer modo, a sorte está lançada!
O sumiço de Boneca!

Essa semana o meu texto aqui no espaço do @[100004153533432:2048:Jornal O Cidadão] é voltado à prestação de serviço a uma família, e por que não? A todos nós que amamos os bichinhos de estimação! 

Tudo aconteceu na última quinta, de manhã, quando Flávia Picolli abriu a garagem de sua casa na Pontinha pra levar a filha Gabriela pro cursinho de inglês. A gata estimação da família, que atende pelo nome de Boneca, aproveitou a oportunidade e fugiu.

Seu Alberto, o jardineiro da casa ao lado, ainda tentou alertar Flávia sobre a fuga da bissota, mas como a publicitária arrancou com o carro a toda, o coitado do velho ficou acenando em vão. 
Uma senhora que fazia exercícios foi a primeira a se preocupar:

“ – Oi Seu Alberto, por que o senhor está gritando desse jeito”?

E ouviu; quase como um lamento, a seguinte afirmação: 

“ – foi a gata da menina Gabriela, que acabou de 'dar nos cascos'! 
Dona Flávia vive de mau humor, saiu dirigindo feito uma doida e agora, bem, eu não quero nem pensar no desespero dessa menina”!

Realmente, Seu Alberto , tinha razão para se preocupar. 
Boneca era o xodó da família. 
Foi por volta de duas da tarde, que a família Picolli se deu conta de que Boneca não estava aonde deveria, ou seja, em casa. 

Gabriela, simplesmente, começou a berrar quando o Seu Alberto tocou a campainha e relatou o ocorrido. E não parou por aí! 
Nada do que se fizesse era capaz de acalmar a menina. Imediatamente, toda a vizinhança estava mobilizada em ajudar a reencontrar a bichana serelepe!

Foi então, que uma ideia iluminou o rosto da mãe aflita, que culminou na seguinte decisão:

“- espalhem cartazes pela cidade, divulguem no Facebook e no Twitter, que Boneca fugiu. E que aquele(a) que trouxer a nossa bissota de volta, receberá uma recompensa de R$ 8 Mil reais”!

Seu Alberto ficou exultante e, depois de soltar uma sonora gargalhada, afirmou:

“ – deixa comigo, dona Flávia, reencontrar essa gata virou uma missão pra mim”!

O zunzunzum se espalhou rapidamente. 
Todos queriam ajudar nessa empreitada. 
Eu nem preciso perguntar o motivo real para tamanho empenho nesse resgate, né?

Surgiram muitas especulações a respeito do que realmente poderia ter acontecido à gata, agora, fora de casa, sem as regalias felinas de que estava acostumada.

Beatriz, amiga da família, foi uma das primeiras a dar o seu pitaco:

“- ela deve ter fugido com algum gato vira lata, desses que pulam nos telhados, que são rueiros e buscam a sobrevivência por si só”!

A vizinha Mônica deixou escapar: 

“ – bem fez essa gatinha, se livrou daquela vida monótona em cativeiro e foi se aventurar atrás dum bom ordinário. Gata que é esperta, gosta mesmo é duma boa cachorrada”!

O pipoqueiro ali da frente da Drogaria Pacheco, sabe? Eu nem tive tempo de perguntar o nome dele. 
Quando ele escutou o valor da recompensa a ser paga pra quem encontrar Boneca, abandonou o carrinho, saiu apressado, com doze cartazes debaixo do braço. 
Bem na esquina do Hiper Mercado Extra, revelou pro Guarda Municipal:

“- eu passo o ano inteiro aqui vendendo pipoca e não consigo juntar dinheiro! Se eu ganhar esses R$ 8 Mil; serei um homem rico, um homem rico, seu Guarda"!

E foi embora em direção ao Parque Mataruna!

Sendo bem sincero, não acredito que essa gata realmente vá voltar pra casa. 
Eu até que fiquei de olho nessa gorjeta felpuda! Afinal de contas, são R$ 8 Mil, mas quer saber? 

Gato siamês tem essencialmente a mesma cara. E com isso, o que vai aparecer de gente com uma sósia debaixo do braço, jurando se tratar da legítima fugitiva.
Ih, não vai estar no gibi!

De qualquer modo, a sorte está lançada!

sábado, 17 de novembro de 2012

Araruama 35º


E estamos com a nítida sensação de que o verão chegou mais cedo!
Que calor é esse?
Nada melhor do quê caipirinha, peixe frito e aquele visual paradisíaco do mar de Praia Seca como pano de fundo, né mesmo?
No último sábado, levei o Caio e a Valentina, dois amigos meus, que são estudantes de cinema, para curtirem à tarde nesse clima.
Eles estão na região para realizarem um intercâmbio cultural, o que certamente, resultará no projeto de Curta Metragem patrocinado pela Petrobrás e pelo Itaú Cultural.

Anteontem, duas e pouca da tarde, numa rua movimentada do Parque Hotel, Caio e Valentina aterrissaram com toda a parafernália para que pudessem realizar as tais filmagens.
Valentina interpretou uma repórter do (clima tempo) e o objetivo da entrevista era justamente, ouvir as pessoas se queixando do calor.
Dependendo do contexto, o Caio dava um banho de mangueira no entrevistado.

Eu fiquei morrendo de medo, porque afinal de contas, ninguém tinha a menor ideia de como seria a reação das pessoas.

E eu estava certo!

Teve muita gente que reagiu super mal ao ser surpreendida com o intenso volume de água despejando sobre a cabeça; assim, do nada!

A mocinha que trabalha no banco, coitada, teve que voltar correndo pra casa, se trocar, secar o cabelo e rezar a Deus, pro gerente se esquecer da reunião.
Mas ela teve bom humor!

Saiu rindo e ainda deu três beijinhos no Caio.

O entregador de gás, que pilotava uma moto de baixa cilindrada, até tentou escapar do banho de mangueira a céu aberto, mas acabou mesmo tendo que passar o resto da tarde com o uniforme encharcado.

Teve uma senhora, que estava atrasada pro dentista; que logo depois de levar o banho de mangueira DELA, ficou tão furiosa, mas tão furiosa, que gritou pelo menos uns 30 palavrões durante a discussão.

Eu fiquei do outro lado da rua, acompanhando tudo, devo confessar: APAVORADO!

A cada pessoa que o Caio dava um banho de mangueira, eu ficava pensando se aquilo poderia ter uma reação mais agressiva ou não.
Teve uma hora que não teve jeito: o caldo não só engrossou; como, de fato, acabou entornando de vez.

Uma mulher que voltava do cabeleireiro, havia retocado luzes, feito hidratação, escova, chapinha, tudo que teve direito. Com essa mulher, a confusão foi inevitável.
Ela vinha caminhando pela calçada, mexendo no cabelo, feliz da vida, porque segundo eu fiquei sabendo, ela iria a uma formatura, enfim, a Valentina veio com a mesma conversa fiada de outrora:

"- Oi, meu nome é Valentina Gusmão, eu sou produtora de cinema e estou realizando uma pesquisa sobre a mudança climática. Por exemplo, eu vejo que você passou horas sob o calor do secador. A sensação termina deve ter lhe causado um desconforto e tanto, não foi"?

A moça sorriu e respondeu:

" - nem me fale, eu dava tudo pra tomar um bom banho de mangueira!

Dito isso: “- chuááááááááááááá´”!

O Caio nem sequer titubeou. Lançou um jato d’água tão forte sobre a mulher, que o cabelo dela ficou lambido e (por que não?), destruído, na mesma hora!

A mulher gritou tanto, mas tanto, que eu achei que ela fosse surtar no meio da rua! Xingou uns palavrões, acertou a bolsa duas vezes na cara da Valentina e ameaçou quebrar o equipamento do Caio, pelo menos, umas cinco outras vezes.

E quando ela disse: "- vamos resolver isso na delegacia, meus queridos"!

Eu pensei: " - pronto, deu merda"!

A equipe levou uns quarenta minutos para convencer a mulher a não dar queixa na D.P.
Argumentaram que aquilo não passava de uma brincadeira, que era um filme prum projeto de Curta Metragem, e tudo mais, enfim, depois de muita choradeira e acordos, a mulher foi embora com R$ 300, (ressarcimento justo) para que ela pudesse, então, se arrumar novamente.

Teve uma senhora, de idade, que ficou tão indignada com a “brincadeira”, que ameaçou pedir ajuda ao sobrinho dela.

Detalhe: o cara mora na Favela do Lixo, em Cabo Frio.

Ficamos receosos com essa informação.

Toda hora eu tentava alertar os meus amigos de que aquilo já estava indo longe demais. Que seria sensato dar um stop nas filmagens e irmos tomar um choppinho nos quiosques da orla.

Nada disso adiantava. A cada vez que uma pessoa tomava um banho de mangueira, eu rolava de rir!

Devo admitir: eu ri tanto, mas tanto, que teve uma hora que eu caí na calçada e fiquei rolando de rir, dum lado pro outro, com a mão na barriga e tudo.

Péssimo exemplo, eu sei!

Mas a espontaneidade das pessoas envolvidas era o motivo de toda graça!

O sol começava a se pôr, quando partimos pra casa.
Caio e Valentina estavam tão animados com o seu “curta metragem” que logo trataram de agendar outras filmagens, desse tipo, pela cidade.

Os bairros onde as sequências (entrevista + banho) acontecerão são:
XV de Novembro, Vila Capri, Parque Mataruna e Outeiro!

Tenho a sensação de que isso ainda pode acabar em confusão (das maiores)!
Araruama 35º

E estamos com a nítida sensação de que o verão chegou mais cedo! 
Que calor é esse? 
Nada melhor do quê caipirinha, peixe frito e aquele visual paradisíaco do mar de Praia Seca como pano de fundo, né mesmo? 
No último sábado, levei o Caio e a Valentina, dois amigos meus, que são estudantes de cinema, para curtirem à tarde nesse clima. 
Eles estão na região para realizarem um intercâmbio cultural, o que certamente, resultará no projeto de Curta Metragem patrocinado pela Petrobrás e pelo Itaú Cultural.

Anteontem, duas e pouca da tarde, numa rua movimentada do Parque Hotel, Caio e Valentina aterrissaram com toda a parafernália para que pudessem realizar as tais filmagens. 
Valentina interpretou uma repórter do (clima tempo) e o objetivo da entrevista era justamente, ouvir as pessoas se queixando do calor. 
Dependendo do contexto, o Caio dava um banho de mangueira no entrevistado. 

Eu fiquei morrendo de medo, porque afinal de contas, ninguém tinha a menor ideia de como seria a reação das pessoas. 

E eu estava certo! 

Teve muita gente que reagiu super mal ao ser surpreendida com o intenso volume de água despejando sobre a cabeça; assim, do nada!

A mocinha que trabalha no banco, coitada, teve que voltar correndo pra casa, se trocar, secar o cabelo e rezar a Deus, pro gerente se esquecer da reunião. 
Mas ela teve bom humor! 

Saiu rindo e ainda deu três beijinhos no Caio.

O entregador de gás, que pilotava uma moto de baixa cilindrada, até tentou escapar do banho de mangueira a céu aberto, mas acabou mesmo tendo que passar o resto da tarde com o uniforme encharcado.
 
Teve uma senhora, que estava atrasada pro dentista; que logo depois de levar o banho de mangueira DELA, ficou tão furiosa, mas tão furiosa, que gritou pelo menos uns 30 palavrões durante a discussão. 

Eu fiquei do outro lado da rua, acompanhando tudo, devo confessar: APAVORADO!

A cada pessoa que o Caio dava um banho de mangueira, eu ficava pensando se aquilo poderia ter uma reação mais agressiva ou não. 
Teve uma hora que não teve jeito: o caldo não só engrossou; como, de fato, acabou entornando de vez.

Uma mulher que voltava do cabeleireiro, havia retocado luzes, feito hidratação, escova, chapinha, tudo que teve direito. Com essa mulher, a confusão foi inevitável.
Ela vinha caminhando pela calçada, mexendo no cabelo, feliz da vida, porque segundo eu fiquei sabendo, ela iria a uma formatura, enfim, a Valentina veio com a mesma conversa fiada de outrora: 

"- Oi, meu nome é Valentina Gusmão, eu sou produtora de cinema e estou realizando uma pesquisa sobre a mudança climática. Por exemplo, eu vejo que você passou horas sob o calor do secador. A sensação termina deve ter lhe causado um desconforto e tanto, não foi"?

A moça sorriu e respondeu:

" - nem me fale, eu dava tudo pra tomar um bom banho de mangueira!

Dito isso: “- chuááááááááááááá´”!

O Caio nem sequer titubeou. Lançou um jato d’água tão forte sobre a mulher, que o cabelo dela ficou lambido e (por que não?), destruído, na mesma hora! 

A mulher gritou tanto, mas tanto, que eu achei que ela fosse surtar no meio da rua! Xingou uns palavrões, acertou a bolsa duas vezes na cara da Valentina e ameaçou quebrar o equipamento do Caio, pelo menos, umas cinco outras vezes.

E quando ela disse: "- vamos resolver isso na delegacia, meus queridos"!

Eu pensei: " - pronto, deu merda"!

A equipe levou uns quarenta minutos para convencer a mulher a não dar queixa na D.P. 
Argumentaram que aquilo não passava de uma brincadeira, que era um filme prum projeto de Curta Metragem, e tudo mais, enfim, depois de muita choradeira e acordos, a mulher foi embora com R$ 300, (ressarcimento justo) para que ela pudesse, então, se arrumar novamente.

Teve uma senhora, de idade, que ficou tão indignada com a “brincadeira”, que ameaçou pedir ajuda ao sobrinho dela. 

Detalhe: o cara mora na Favela do Lixo, em Cabo Frio. 

Ficamos receosos com essa informação.

Toda hora eu tentava alertar os meus amigos de que aquilo já estava indo longe demais. Que seria sensato dar um stop nas filmagens e irmos tomar um choppinho nos quiosques da orla.

Nada disso adiantava. A cada vez que uma pessoa tomava um banho de mangueira, eu rolava de rir! 

Devo admitir: eu ri tanto, mas tanto, que teve uma hora que eu caí na calçada e fiquei rolando de rir, dum lado pro outro, com a mão na barriga e tudo. 

Péssimo exemplo, eu sei! 

Mas a espontaneidade das pessoas envolvidas era o motivo de toda graça!

O sol começava a se pôr, quando partimos pra casa.
Caio e Valentina estavam tão animados com o seu “curta metragem” que logo trataram de agendar outras filmagens, desse tipo, pela cidade. 

Os bairros onde as sequências (entrevista + banho) acontecerão são: 
XV de Novembro, Vila Capri, Parque Mataruna e Outeiro!

Tenho a sensação de que isso ainda pode acabar em confusão (das maiores)!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

o domingo do quase sossego...!

O meu domingo começou quase como todos os outros domingos. Quase! Eu acordei super tarde, tomei banho, café e fui pra casa do meu pai. Costumamos almoçar juntos aos domingos. E que o domingo é um dia chato, cansativo, monótono, todo mundo sabe e acha, ou quase todo mundo! O mais engraçado é que até mesmo o meu pai que não é chato feito eu, é um cara super alto astral, otimista até debaixo d’água, quase não reclama do alheio, ontem, ele estava reclamão.

Eu zanzava de um lado pra outro, não sabia bem o que fazia, sobre o que conversava, fiquei trocando os canais da tv e, de repente, veio à notícia que logo se tornaria o acontecimento do domingo em todo o país: o repórter cinematográfico da Tv Bandeirantes, Gelson Domingos, 46 anos, foi morto durante uma troca de tiros entre policiais e traficantes, numa localidade da zona oeste carioca. Ele, assim como todos os outros repórteres incumbidos de cobrir operações de alto risco, estava cumprindo mais um dia de labuta.

É sempre a mesma velha história! O Rio de Janeiro continua se destacando como uma das cidades mais violentas do mundo. E daí, não é mais novidade pra quase ninguém quando ocorre uma situação desse tipo. Virou rotina esse tipo de ocorrência. Surgem os motins, os confrontos entre criminosos e autoridades e os bairros se transformam em praças de guerra a céu aberto. Salve-se quem puder, ou melhor, quem conseguir escapar, né?

Eu fiquei paralisado diante daquela notícia! Estava falando, reclamando de não sei bem o quê e me vi em silêncio total, olhando fixamente pra tv, quase tendo que ser cutucado pelo meu pai pra voltar “a terra”! E escutei dos presentes:

“– eu, hein? Viu um fantasma, menino? Não está cansado de saber que o Rio não é lugar que ninguém pise? E que a toda hora morre um, morrem dez, morrem cem”?

Uma sensação estranha; sabe? Eu quase concordo plenamente com tudo o que estava sendo falado. Mas ainda reluto em admitir um troço desses! Não era mais pra eu me chocar com essas notícias, com os tais motins, com as mesmas carnificinas dos últimos sei lá quantos anos, porém, eu ainda me assusto bastante com essa violência tão gratuita!

E procurei não ficar pensando no assunto enquanto usufruía à tarde em família. À noite, me situando de maiores detalhes sobre o fato, fiquei ainda mais chateado. Cheguei a começar um texto como esse aqui, com intuito não somente de publicar no blog, mas de enviar mesmo pra algum lugar, pra algum portal de notícia, pra secretaria de segurança do estado, enfim, pra qualquer lugar onde fosse possível manifestar a minha indignação e inquietude mediante mais esse caso. Em vão!

As idéias se embaralharam tanto na minha cabeça, que três parágrafos adiante eu travei. Não saía mais nada, nem uma linha. Não escrevi mais porra nenhuma tamanha a minha estupefação. E acabei desistindo. Pensava com meus botões: “– vou escrever sobre isso a troco do quê, meu Deus, se não serei sequer lido, atendido, saciado em minhas indagações”? E larguei tudo pra lá. Tentei abstrair outra vez.

O jornalismo sofreu mais uma baixa. Uma tentativa de ser calado a balas, em rede nacional. Todo mundo se perguntando: - mas e a liberdade de imprensa?

Minha mãe sempre teve pavor que eu me enveredasse por esse caminho, o da comunicação. E contrariando às suas expectativas, é uma das minhas maiores paixões. Enquanto ela apontava o dedo pra mim e dizia:

“-tá vendo o que eu falo pra você? Que esse negócio de jornalismo é um perigo; olha aí! De onde já se viu os repórteres irem pro meio do fogo cruzado em favela, minha Nossa Senhora”?

E eu bem sério retruquei: “- agora mesmo, eu seria capaz de fazer exatamente a mesma coisa que esses ilustres companheiros fizeram. Pegaria uma câmera, um microfone, um bloquinho de anotações, o diabo se fosse preciso, mas não me deixo intimidar”!

A Band além de lamentar a tragédia, enviou uma nota declarando que o cinegrafista trajava colete à prova de balas, que estava guarnecido de todos os aparatos cabíveis para aquela situação. Por mais que a gente não confie muito nesses coletes, eles se mostram bastante eficazes. No entanto, a dúvida é: são capazes de resistir a tiros de fuzil? Pelo visto, não! E foi-se o tempo que as armas usadas pelos criminosos eram aquelas das quais se podia blindar. Nem o super-homem conseguiria peitar os armamentos de grosso calibre ostentados nesse tipo de embate.

Em relação a minha inquietude e tristeza sobre esse episódio lamentável, finalmente consegui começar outro texto e estou publicando aqui. Talvez não devesse, mas porque, não? Vai mudar o eixo dos acontecimentos? É; provavelmente não. Até porque a vida do Gelson já foi extirpada mesmo. Mas é aquilo – a gente não pode continuar se fazendo de desentendidos.

O grau de dormência que nos atinge é elevado, mas ainda corre sangue e indignação em nossas veias. Ainda temos fé, esperança, isso ainda não nos foi tirado. E por mais combalidos que nos sintamos, por mais impotentes que estejamos, devemos nos reunir e continuar peregrinando em prol de mudanças positivas. Então é assim? Vamos recuar? E o sagrado direito de ir e vir, fica aonde?

Já que pagamos impostos tão caros, mas somos aconselhados a não fazer quase mais nada pra que não morramos de graça, precisamos fazer pelo menos uma coisa enquanto ainda é possível: reivindicar eficácia na retomada pela segurança pública, ué!

E faço minhas, as palavras do Presidente da Associação Nacional de Imprensa: “- o jornalista tem que seguir informando a notícia na hora em que acontece; não podemos nos deixar intimidar por mais essa brutalidade”.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

e a gente sempre diz que a bruxa tá solta!!!!


Olha, mas fazia tanto tempo que eu não acessava esse blog, que por pouco pensei que ele não existisse mais! Felizmente, meu mundo estava aqui, a minha espera. Solitário, mas esperando por mim. Vou me dedicar mais a esse espaço, sabe? Divulgar um pouco mais, fazer esse cantinho bombar um pouco, porque deixa-lo assim, às traças, morno que só água da bica, não rola, né mesmo?

Não sei se a minha vida anda estimulante a ponto de escrever a respeito, mas prometo que vou postando aquilo que tiver relevância. Esse segundo semestre de 2011, minha vida foi sacudida por uma tempestade e tanto. Por muito pouco não fui varrido do mapa. Mas sou como bambu, envergo, mas não quebro! Graças a Deus! E se estou sobrevivendo a essa turbulência, é sinal que ali adiante, terei um horizonte inteirinho de novas possibilidades!!!

E na semana em que se comemorou o dia das bruxas, aproveito pra falar dela. A dita cuja! Como tem andado solta pelo mundo, essa danada, né mesmo? Putz! A bordo de sua vassoura, por onde passa ela deixa o seu rastro de travessuras. Travessuras essas que nem de longe lembram qualquer coisa que sugira um doce.

A foto acima é dela! A bruxa Magoda! É porque internet não exala odores, rapaziada, porque essa catimbozeira tá que tá! Morcegalinos de Guete voam ao lado dela, fazendo uma espécie de escolta, sabe? E Bibito, o bode preto azarento foi adiante, trotando, abrindo caminho pra que essa cretina passasse levando sua missão de apavorar as pessoas com afinco!!!

Espero que após a sua passagem, a Bruxa Magoda carregue junto com ela todo o carteado de azar que pairava sobre os meus dias! E que o sol de novembro sirva de alento e motivação pra que eu triunfe uma temporada de grandes feitos e positividade!!!!

E tenho dito!


terça-feira, 23 de agosto de 2011

publicando como registro...

Terça feira, 23 de agosto de 2011, 16:30 h

esse post foi enviado pra alguns amigos no facebook de William Fernandes (eu mesmo!). Registrando aqui no blog, do meu próprio computador, tendo o meu i.p a disposição das autoridades, como prova de autoria, caso futuramente, algum internauta tente patentear a minha idéia literária! (como se fosse dele).

E tenho dito.

Ludmila Cavalcante tem apenas 20 anos, mas promete virar o Rio de Janeiro de cabeça pra baixo! Uma ninfeta dissimulada, atrevida, fria, impiedosa e rica. Muito rica! Se envolverá no nebuloso universo da política carioca, promovendo orgias, rede de prostituição, tráfico de drogas, matanças, carnificinas, rock in roll. Aguardem! Um romance impactante será atirado na sua vida e te deixará chocada!

De William Fernandes - A Neta de dona Júlia!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

primeira postagem do ano....!!!

E o ano começou pra valer! Estamos beirando do dia 15 de janeiro de 2011! Exato - hoje é 14, né? E aquele clima de festas ficou pra trás faz tempo! Na verdade, é cada vez mais perceptível que as pessoas de um modo geral, andam com o saco meio cheio dessas manifestações febris de Natal e afins, concordam? Bom, não tenho dados precisos que comprovem essa minha "estatística". Mas do que serviria tais comprovações? Seria apenas mais um somatório a ser exibido e ponto.

Também não me aprofundarei a respeito da enorme tragédia ocorrida no litoral sul do Rio de Janeiro, essa semana. Não se fala doutra coisa em tudo o que é canto. Tudo muito triste, muito pavoroso e revoltante. Mais uma vez a velha cena se repete: falta de planejamento das autoridades, ocupações indevidas, poluição, aquecimento do planeta, temporais de verão e mortes... Muitas mortes!!! Até quando? É o que todo mundo acaba se perguntando: (pasmem) - em vão...

A minha vida segue normalmente. Posso dizer isso! Nada demais além do ir e vir pelas ruas da cidade! Tudo bem, estou priorizando as minhas incumbências todas. E sigo firme nas resoluções. Nada daquelas promessas triviais como: esse ano eu caso, vou parar de fumar, vou parar beber, vou ganhar na loteria, nada dessas aspirações...

Pra mim fica acertado assim: vou aparar as arestas das coisas que ficaram desalinhadas em 2010, continuarei trabalhando e aperfeiçoando conhecimentos, retomarei aos estudos posteriores e simbora com esse remo que a maré tá agitada!

É claro que: quando acessamos os portais de relacionamentos e trocamos informações com os amigos sobre os seus feitos e projeções, inevitavelmente, caímos na boa e velha colcha de retalhos da vida real. Vida essa que encabeçaria qualquer enredo de novela. E vou adiante: tem gente com conflitos de novela das oito. E eu, como romancista em ascensão, começo a destrinchar os arquivos de minhas caraminholas. Risos.

E como vão os romances? Me perguntam vez ou outra. Finjo não entender a pergunta. De que romances tu perguntas? Retruco. Não estou escrevendo nada que valha a pena por esses dias. É o que complemento. E poucos segundos depois tiro a prova - estão indagando sobre o que estaria (eu, supostamente) vivenciando...

Na verdade, a minha vida íntima vai muito bem, obrigado! Não posso reclamar de faltas de orgasmos, mas nem a pau. E o naipe de opções está variado e super aprazível. O que anda me faltando é disposição pra seguir além disso. Estou apático demais pra cogitar qualquer hipótese de situação que me remeta a algo mais sério que um ocasional rala e rola! O mercado está escasso pra mim, reclamo! Estou sendo exigente demais? Que nada!

"Ah, Will, cê tá querendo o quê? Que te elejam a última bolacha do pacote, é isso"? - muitos me dirão isso. Não. Estou bem longe de querer ostentar a minha pouca modéstia. Risos.

Tem uma citação popular que diz mais ou menos assim: "- quando assistimos a batata do vizinho pegando fogo, colocamos a nossa de molho". Né isso? Digamos que as minhas batatas andam sendo cozidas em banho-Maria! Não estou nem um pouco na vibe de me deixar envolver por alguém nesse momento. Até que chances têm pintado, mas são com pessoas previsíveis demais! E como eu não estou a fim de pagar pra ver se estou me precipitando com os diagnósticos, prefiro me resguardar em lugar e condições mais seguras...

Se uma relação romântico afetiva só ganha consistência a partir de uma determinação mais empolgada de ambos, digamos que no meu caso, não rolaria agora! Pra eu me sentir motivado a exercitar os tais pequenos cuidados pra seguir fisgando e sendo fisgado por alguma prenda, muita água ainda vai ter que rolar rio afora... e convenhamos: em tempos de enxurradas terríveis, é melhor dar um tempo nesse negócio de rios e seus afluentes, né não?

E que venha logo fevereiro, minha gente!

PS: ah sim, antes que eu me esqueça - esse ano quero incrementar um pouco mais o meu blog. Estou buscando conhecer melhor e, consequentemente, fazer uso dos recursos existentes pra isso. Tá?